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Em troca do Ministério da Saúde, Lira garante a Lula 150 votos para aprovar a PEC

Marcos Melo - 14/12/2022 11h14

Lira e Lula sorridentes Foto: EFE/Joédson Alves

De acordo com informações da coluna de Tales Faria, do UOL, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), atrapalhou os planos do Partido dos Trabalhadores (PT). Lira impediu o anúncio do nome da nova ministra da Saúde que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), faria. Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), seria anunciada como chefe da pasta.

Nísia disse para membros da equipe de transição que Lula havia desistido de fazer o anúncio nesta terça-feira (13). A informação ventilada é que a divulgação do nome da nova ministra foi suspensa atendendo às pressões de Lira, que foi informado de que o senador Renan Calheiros (MDB), seu principal adversário político em Alagoas, seria o nome de Lula para comandar o Ministério da Integração.

Enciumado, Lira resolveu barganhar uma condição para que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da gastança seja aprovada. Em troca do comando do Ministério da Saúde para seu grupo político, ele oferece o que denominou de “consórcio de deputados”, que são aproximadamente 150 parlamentares de seu partido (PP), do União Brasil, PSDB e Cidadania, dentre outros.

Esse aporte de 150 votos, mais os já garantidos, totaliza um número mais do que suficiente para a aprovação da PEC na Câmara.

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