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Veja fotos da viatura danificada após tiros de Roberto Jefferson

Veículo da Polícia Federal ficou com o para-brisa bastante danificado após disparos

Paulo Moura - 24/10/2022 11h46 | atualizado em 24/10/2022 11h56

A viatura da Polícia Federal (PF) que foi utilizada no cumprimento do mandado de prisão contra o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), na manhã de domingo (23), ficou bastante danificada após a troca de tiros entre o ex-parlamentar e os agentes da corporação. Fotos do veículo mostram danos tanto na parte externa quanto na parte interna.

Em algumas imagens, o para-brisa da viatura aparece com diversas marcas de disparo. Já na parte de dentro do carro, as fotos mostram ao menos um dos bancos com várias perfurações. De acordo com o próprio Roberto Jefferson, os disparos realizados por ele foram na direção da viatura.

– Chega de opressão, eles já me humilharam muito, a minha família. Mas eu não estou atirando em cima deles. Eu dei perto, eu não atirei neles. Eu não atirei em ninguém para pegar. Atirei no carro e perto deles – disse ele em um dos vídeos publicados no domingo.

SOBRE A TROCA DE TIROS
O ex-deputado federal Roberto Jefferson reagiu a tiros e granadas ao cumprimento de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã de domingo (23). No início da noite, Jefferson se entregou e foi levado ao presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde chegou já no início da madrugada desta segunda-feira (24).

Inicialmente, Moraes havia expedido um mandado de prisão contra Jefferson por ele ter violado medidas de prisão domiciliar. Posteriormente, porém, o ministro mandou prendê-lo em flagrante sob a acusação de tentativa de homicídio. O ex-deputado cumpria prisão domiciliar determinada no âmbito do chamado inquérito das milícias digitais.

Após Jefferson gravar um vídeo no qual criticou a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes revogou a prisão domiciliar sob os argumentos de que ele teria descumprido medidas da prisão domiciliar, como orientar dirigentes do PTB, usar as redes sociais, receber visitas, conceder entrevista e compartilhar fake news sobre os ministros do STF.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) repudiou as ofensas a Cármen Lúcia e a ação armada, mas criticou o inquérito do STF e determinou a ida do ministro da Justiça, Anderson Torres, ao local. Além disso, o líder afirmou que o “tratamento dispensado a quem atira em policial é o de bandido”.

– Como determinei ao ministro da Justiça, Anderson Torres, Roberto Jefferson acaba de ser preso. O tratamento dispensado a quem atira em policial é o de bandido. Presto minha solidariedade aos policiais feridos no episódio – declarou.

Ao resistir à prisão, o ex-parlamentar fez os primeiros disparos — teriam sido arremessadas três granadas e dados dois tiros de fuzil. Os agentes, então, revidaram. Dois policiais ficaram feridos por estilhaços, mas sem gravidade. O delegado Marcelo Vilella, que teria sido atingido na cabeça e na perna, e a policial Karina Lino Miranda de Oliveira, de 31 anos, ferida na cabeça.

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