Valdemar vê Nunes Marques mais “aberto” ao voto impresso
Nunes Marques é o novo presidente do TSE
Pleno.News - 13/05/2026 12h37 | atualizado em 13/05/2026 13h43

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que vê o ministro Kassio Nunes Marques mais aberto para defender a instituição do voto impresso no sistema eleitoral brasileiro. As declarações ocorreram após a solenidade de posse de Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta terça-feira (12), em Brasília.
– Eu acho que sim – respondeu Costa Neto, questionado pelo Estadão se considera que o novo presidente do TSE tem uma abertura maior para defender o voto impresso.
– Eu sou a favor do voto impresso. É uma segurança. Não vai atrapalhar o voto eletrônico. Não vai atrapalhar a máquina. Você vota na máquina e sai um papelzinho lá para você poder conferir depois – disse.
Questionado novamente se vê Nunes Marques mais aberto, Costa Neto reiterou:
– Eu acho que sim, e dá para eles implantarem. Eu não sei se dá tempo. Quiseram fazer isso no tempo do Alexandre [de Moraes, presidente do TSE em 2022] num período em que não dava tempo para implantar. A Câmara queria aprovar e não dava tempo para implantar. Por isso que não foi implantado. Mas ninguém é contra isso.
O presidente do PL disse também que prevê mais tranquilidade para a disputa eleitoral deste ano.
– O Nunes é uma pessoa que é ligada mais a nós. Nós vamos ter uma eleição bem mais tranquila, pode ter certeza, do que nós tivemos quatro anos atrás – afirmou.
Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, o magistrado substitui Carmen Lúcia no comando do TSE e terá dois anos de mandato à frente da Corte. O novo vice-presidente é o ministro André Mendonça, também indicado ao STF por Bolsonaro, em 2021. A dupla ficará responsável, portanto, por liderar o Tribunal durante as eleições de outubro.
No discurso de posse, diante de autoridades, Nunes Marques defendeu as urnas eletrônicas, mas afirmou que não há impedimentos para aprimoramentos.
– O sistema eletrônico de votação brasileiro constitui patrimônio institucional da nossa democracia. No tocante à recepção, à apuração e à divulgação dos votos, nosso sistema é o mais avançado do mundo. Essa posição de destaque global não impede o constante aperfeiçoamento do nosso sistema – declarou.
*AE
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