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‘Vacina precisa salvar vidas, a cor não importa’, diz Camargo

Presidente da Fundação Palmares rebateu a ideia de que negros deveriam se vacinar primeiro

Henrique Gimenes - 24/01/2021 14h40 | atualizado em 25/01/2021 11h34

Presidente da Fundação Cultural Palmares Sérgio Camargo de paletó e gravata verde
Presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo Foto: Reprodução/Redes sociais

Neste domingo (24), o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, utilizou suas redes sociais para rebater a ideia de que negros deveriam ter prioridade na vacinação contra a Covid-19. Em sua conta do Twitter, ele ressaltou: “A vacina precisa salvar vidas; a cor não importa”.

A declaração foi dada por ele ao compartilhar uma reportagem do jornal Extra apontando que cientistas defendem a prioridade de “pobres e negros” na vacinação.

Ao comentar a publicação, Camargo disse que “negros não devem furar a fila da vacinação só porque são negros”.

– Pseudocientistas adotam a narrativa de vitimização dos negros e fazem ataque racista contra todos os brasileiros que não são negros. Negros não devem furar a fila da vacinação só porque são negros. Somos brasileiros, não vítimas. A vacina precisa salvar vidas; a cor não importa! – apontou.

Para ele, caso fossem adotados critérios socioeconômicos, o importante seria aplicar a vacinação na população de baixa renda.

– Se houver critério socioeconômico, que sejam vacinados todos os pobres do Brasil, sem discriminação pela cor da pele – destacou.

Camargo também apontou que, para se analisar a cor da pele, será necessário criar um tipo de “tribunal racial”.

– O Brasil é um país altamente miscigenado. Teriam que instituir “tribunais raciais” para separar quem é negro e tem direto à vacina antecipada de quem é pardo ou tenta se passar por negro. Análise de fenótipo. Isso é nazismo! – ressaltou.

Por fim, o presidente da Fundação Palmares lembrou da existência de negros na classe média e questionou se eles seriam impedidos de se vacinar por não serem “vítimas e oprimidos”.

– Há muitos pretos na classe média. Seriam barrados? Punidos por não serem “vítimas e oprimidos”? É o que vai acontecer no que depender dos picaretas travestidos de cientistas. “Jênios”! – concluiu.

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