TSE retoma julgamento que pode tornar Cláudio Castro inelegível
Governador do Rio de Janeiro responde por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022
Kleber Pizão - 10/03/2026 17h26 | atualizado em 10/03/2026 18h02

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, nesta terça-feira (10), o julgamento sobre o suposto abuso de poder político e econômico do atual governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), nas eleições de 2022. O resultado pode tornar ambos inelegíveis e derrubar as pretensões de Castro para a disputa ao Senado.
Em 2024, os dois haviam sido absolvidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas uma medida do Ministério Público Eleitoral (MPE) levou o caso para a Corte superior.
A relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, deu parecer positivo para a cassação de ambos em novembro do ano passado. No entanto, um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira suspendeu a análise. Ele será o próximo a votar na sessão marcada para as 19h.
A acusação afirma que Castro e Bacellar teriam contratado mais de 27 mil funcionários para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e para o Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) com o objetivo de utilizá-los como cabos eleitorais. O total gasto foi de R$ 248 milhões.
Para tentar garantir a presença no pleito deste ano, Cláudio Castro avalia antecipar a saída do cargo de governador para pedir o registro da candidatura ao Senado. De acordo com uma mudança aprovada em 2025 na Lei das Inelegibilidades, as condições de elegibilidade devem ser verificadas no momento do pedido de registro da candidatura.
Neste caso, se o TSE decidir contra Castro, a punição valerá apenas após o fim do mandato, caso ele seja eleito.
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