Trump nomeia enviado especial à Groenlândia para anexá-la
Presidente quer que território faça parte dos EUA por questões de "segurança nacional"
Pleno.News - 22/12/2025 09h48 | atualizado em 22/12/2025 10h48

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou como enviado especial para a Groenlândia o governador do estado da Louisiana, Jeff Landry, que afirmou que sua missão será converter esse território autônomo da Dinamarca “em parte dos Estados Unidos”.
Em uma mensagem publicada no final da noite deste domingo (21) em sua rede social, a Truth Social, Trump anunciou a designação de Landry, um ex-congressista que é governador da Louisiana desde 2024, como “enviado especial dos Estados Unidos para a Groenlândia”.
– Jeff entende o quanto a Groenlândia é essencial para a nossa segurança nacional, e impulsionará rotundamente os interesses do nosso país pela segurança e sobrevivência de nossos aliados e, de fato, do mundo. Parabéns, Jeff! – escreveu Trump em sua mensagem.
Em outra mensagem na rede social X, Landry esclareceu que compatibilizará esse “cargo voluntário” com o de governador da Louisiana.
O presidente norte-americano reiterou em várias ocasiões nos últimos meses seu interesse em “ficar” com o território autônomo dinamarquês da Groenlândia por motivos de segurança nacional, dentro de um desejo de expansão que se estende também ao Canadá e ao Canal do Panamá.
A Casa Branca chegou a compilar este ano estimativas de quanto custaria adquirir e administrar a Groenlândia, além das receitas resultantes da exploração de seus recursos naturais, principalmente os minerais, segundo informou em abril o jornal The Washington Post.
Trump disse, inclusive, no início do ano que não descartava o uso da força para anexar a ilha, que possui 57 mil habitantes e é estratégica para a navegação na região ártica.
Tanto as autoridades da ilha, que goza de direito à autodeterminação desde 2009, quanto as da Dinamarca e da União Europeia (UE) rejeitaram as pretensões de Trump.
No entanto, também demonstraram vontade de cooperar na defesa da ilha, que possui uma base dos EUA fruto de um acordo assinado há sete décadas entre Copenhague e Washington.
*EFE
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