‘Tratado como lixo’: Flávio critica governo Lula sobre o agronegócio
Declaração ocorreu em participação do pré-candidato à Presidência em evento do setor em São Paulo
Kleber Pizão - 27/04/2026 14h41 | atualizado em 27/04/2026 17h06

O pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou as ações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o agronegócio. A declaração aconteceu durante a participação do senador na Agrishow, um evento do setor em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, nesta segunda-feira (27).
Flávio afirmou que o atual governo trata o agronegócio como “lixo”, na contramão do que fazia a gestão de Jair Bolsonaro (PL).
— O agro está no coração, está aqui na pele da nossa família. A admiração e o respeito que sempre tivemos por esse setor é tão importante. E, infelizmente, (…) tratado como lixo pelo atual governo. O agro não pode ser tratado assim, como vilão. O agro não é vilão, o agro é solução para o nosso Brasil — declarou o senador.
Ele disse ainda que Lula tem sido motivado pelo ódio para tomar decisões enquanto chefe do Executivo.
— É uma insanidade pisar tanto em um setor como esse. Aliás, em vários outros setores, o que nós vemos do nosso atual presidente é o ódio. O que nós vemos é sair da boca dele o que seu coração está cheio. Perseguindo adversários políticos, usando a máquina pública para calar deputados, para perseguir as pessoas que querem produzir neste Brasil — disparou.
O senador também fez críticas ao anúncio feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Neste domingo (26), no mesmo evento, Alckmin disse que o governo vai liberar R$ 10 bilhões em linhas de crédito para aquisição de equipamentos para produtores do setor. Flávio não vê esta como uma boa solução.
— Ele não entende que é um setor que está altamente endividado. Produtores rurais que sofreram com a seca, que sofreram com a enchente, não têm capacidade de se endividar mais. Precisam de linha de crédito para o fluxo de caixa, para pagar as suas despesas a juros mais baixos, sem burocracia. (…) Anos e anos sem botar um real de subvenção ao seguro agro, agora ele bota R$ 1 bilhão e mesmo assim ninguém sabe de onde vem, quais os juros, como vai ser… Quer dizer, não vai sair do papel de novo, é um programa fantasma — rebateu.
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro também destacou a presença e parceria com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e elogiou a competência dele. O gestor foi cotado para representar a direita na disputa pela Presidência neste ano, antes do anúncio de Flávio.
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