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Tese de Jorge Messias cita Lula 54 vezes e exalta governo petista

Advogado-geral da União foi indicado para o STF

Pleno.News - 21/11/2025 19h50 | atualizado em 25/11/2025 16h26

Jorge Messias e Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR

Escolhido por Lula para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, defendeu sua tese de doutorado citando seu chefe 54 vezes em 328 páginas. O trabalho, apresentado no ano passado na Universidade de Brasília (UnB), trata da atuação da AGU e do “centro de governo”, mas dedica dezenas de menções elogiosas ao petista.

A tese, intitulada O centro de governo e a AGU: estratégias de desenvolvimento do Brasil na sociedade de risco global, também compara gestões e exalta ações do atual governo, reforçando o alinhamento político do agora indicado ao Supremo.

Entre os trechos destacados, Messias escreve: “O governo Lula reagiu, de maneira firme, às apostas contra a economia nacional”.

Outra passagem afirma que a equipe econômica acelerou a agenda fiscal para reforçar o compromisso do governo com responsabilidade nas contas públicas: “Embora tivesse até o mês de agosto para apresentar um projeto de lei complementar com as novas regras fiscais, a equipe econômica decidiu acelerar o cronograma com vistas a reforçar o compromisso do governo Lula com a responsabilidade fiscal”.

O advogado também exalta a atuação internacional do presidente: “Na área internacional, o governo Lula logrou rapidamente reestabelecer o respeito e o protagonismo brasileiro”.

Ainda no documento, Messias compara o governo petista com o de seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), em relação ao meio ambiente dizendo: “Nesse contexto, a política externa de Lula, em contraste gritante com o governo anterior, colocou a questão ambiental no centro de suas preocupações, como bem mostra a realização da Cúpula da Amazônia em agosto de 2023, a ida do presidente Lula às COPs 27 e 28, além da organização, em Belém, da COP30, em 2025”.

A indicação de Messias ao STF será analisada pelo Senado, responsável por aprovar ou rejeitar o nome escolhido pelo presidente.

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