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“Tentaram me associar a um crime brutal”, dispara Bolsonaro

Presidente apontou "narrativa mentirosa" da mídia

Pleno.News - 14/09/2022 11h49 | atualizado em 14/09/2022 12h46

Bolsonaro queixou-se de cobertura da mídia de crime cometido por apoiador de Lula Fotos: Isac Nóbrega/PR // Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) falou sobre a tentativa da imprensa de associá-lo ao homem que matou a ex-mulher e o filho de 2 anos, nesta segunda-feira (12), em São Paulo. Conforme escreveu o presidente nas redes sociais, a narrativa só não foi adiante porque o criminoso tem o rosto de Lula (PT) tatuado no braço.

– Após mais uma tentativa covarde de me associar a um crime brutal sem o menor fundamento, a imprensa teve que descartar a narrativa por conta de uma tatuagem de Lula no braço do assassino. Dificilmente seguirão dando destaque, prova de que a preocupação nunca foi com as vítimas – escreveu em seu perfil no Twitter.

Ezequiel Lemos Ramos, o autor do crime, é um colecionador de armas e atirador desportivo e caçador (CAC). O armamento da população civil é um tópico amplamente defendido por Jair Bolsonaro. Os veículos, por sua vez, ainda que não mencionassem o nome do chefe do Executivo, deram bastante ênfase ao fato, “ignorando” que o criminoso é um apoiador do ex-presidente petista.

– O fato é que, se não existisse essa tatuagem, jornais ainda estariam explorando mais uma narrativa mentirosa para tentar convencer inocentes de que as milhões de pessoas que me apoiam, homens, mulheres, jovens e idosos, compactuam de alguma forma com esse tipo de barbaridade – disse Bolsonaro.

E continuou:

– Tamanho desrespeito não atinge somente o povo, que já demonstrou inúmeras vezes seu caráter ordeiro e que se manteve pacífico mesmo diante do abuso da corrupção e da violência na era petista, mas principalmente as vítimas desse crime, reduzidas a meras ferramentas de campanha – escreveu.

O CRIME
Ezequiel Lemos Ramos, de 39 anos, matou a ex-mulher Michelli Nicolich, de 37 anos, e o filho mais novo do casal, de 2 anos. O crime ocorreu em frente a uma escolinha na Zona Leste de São Paulo.

Michelli estava no veículo, um Fiat Uno branco, com os dois filhos, de 2 e 5 anos, logo após buscá-los na escola infantil O Rei Leão, na Avenida Rodolfo Pirani, no Parque São Rafael. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o carro de Michelli sai do controle e bate em um poste. Em seguida, o ex-marido surge correndo e atira contra a janela do carro.

A criança de 5 anos não foi atingida. Mas Michelli e o filho caçula, mesmo tendo sido levados com vida a um hospital da região, não resistiram aos ferimentos a bala.

Ezequiel acabou se rendendo, sem a arma, e detido em flagrante por um policial militar de folga. Ele foi encaminhado para o 49º Distrito Policial (DP), onde foi indiciado por duplo homicídio doloso qualificado por feminicídio e emboscada e tentativa de homicídio.

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