Tenente-coronel condenado na ação do golpe se entrega à PF
Guilherme Marques Almeida cumprirá prisão domiciliar
Pleno.News - 30/12/2025 12h43 | atualizado em 30/12/2025 13h42

O tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida, condenado a 13 anos e seis meses de prisão por integrar o chamado núcleo 4 na ação de golpe de Estado, se entregou à Polícia Federal no último domingo (28). Ele foi detido ao desembarcar no Aeroporto de Goiânia, onde já era aguardado por agentes da corporação, segundo informações da PF.
Marques Almeida está entre os condenados que tiveram a prisão domiciliar decretada no último sábado (27), por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A medida foi adotada após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, flagrado ao tentar embarcar para El Salvador depois de romper a tornozeleira eletrônica.
Assim como os demais alvos da decisão, o tenente-coronel ficará submetido a uma série de medidas cautelares. Ele deverá usar tornozeleira eletrônica, está proibido de utilizar redes sociais, manter contato com outros investigados e receber visitas. Também terá de entregar o passaporte às autoridades.
Durante a Operação Tempus Veritatis, o militar chegou a desmaiar ao receber a Polícia Federal em fevereiro.
De acordo com as investigações, em um áudio obtido pela PF, ele teria sugerido “sair das quatro linhas” para viabilizar um golpe de Estado após as eleições de 2022.
– Esse é o nosso mal, a gente não está saindo das quatro linhas. Vai ter uma hora que a gente vai ter que sair ou então eles vão continuar dominando a gente. É isso, cara, infelizmente é isso – diz a gravação.
O material foi extraído de celulares e computadores apreendidos durante a investigação.
O único considerado foragido é Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL). Ele foi condenado a sete anos e seis meses de prisão. Segundo a acusação, sua atuação se concentrou na produção e divulgação de um relatório que apontava supostas falhas nas urnas eletrônicas, visando embasar a contestação do resultado das eleições.
Rocha foi condenado por dois dos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
*AE
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