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“Não tenho nada a esconder”, diz Hang sobre operação da PF

Empresário falou sobre operação que teve como alvos diversas pessoas ligadas ao presidente Bolsonaro

Pleno.News - 27/05/2020 10h35 | atualizado em 27/05/2020 12h00

Luciano Hang Foto: Reprodução

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, negou que tenha produzido notícias falsas sobre os ministros do STF.
Hang, o ex-deputado Roberto Jefferson e diferentes ativistas bolsonaristas estão entre os alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal no chamado inquérito das fake news, que apura ofensas, ataques e ameaças contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Hang se manifestou por meio de uma live no Facebook. Durante sua transmissão, defendeu-se dizendo que suas postagens não são “fake news” e que se tratam de sua visão pessoal.

– Não tenho nada a esconder. Tudo o que penso e falo é exatamente o que compartilho com vocês nas minhas redes sociais – declarou.

O empresário disse ainda que seu celular e computador irão provar que “jamais produziu notícias falsas”. O principal foco da operação é um grupo suspeito de operar uma rede de divulgação de notícias falsas contra autoridades, além de quatro possíveis financiadores dessa equipe.

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Sempre prezei pela transparência. Não tenho nada a esconder. Tudo o que penso e falo é exatamente o que compartilho com vocês nas minhas redes sociais.

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As ordens foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e estão sendo executadas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. A investigação corre em sigilo. Outros alvos da operação são os bolsonaristas Allan dos Santos (blogueiro) e Sara Winter (ativista).

Allan dos Santos é apoiador de Bolsonaro e editor do site Terça Livre. Ele prestou depoimento à CPMI das Fake News, no ano passado, e negou receber verba oficial do governo para manter a página.

Já a ativista Sara Winter lidera um grupo denominado 300 do Brasil, que formou um acampamento para treinar militantes dispostos a defender o governo Bolsonaro.

Também é alvo o humorista Rey Bianchi, que postou em suas redes sociais um vídeo com o mandado de Moraes, no qual critica a operação. A operação mira ainda quatro supostos financiadores de fake news.

Na manhã desta quarta (27), em meio à operação da Polícia Federal, Carlos escreveu sobre o fato em rede social.

– O que está acontecendo é algo que qualquer um desconfie que seja proposital. Querem incentivar rachaduras diante de inquérito inconstitucional, político e ideológico sobre o pretexto de uma palavra politicamente correta? Você que ri disso não entende o quão em perigo está – afirmou.

A operação da Polícia Federal contra fake news mira também oito deputados bolsonaristas. Eles não são alvo de mandados de busca e apreensão, mas Moraes determinou que sejam ouvidos em dez dias e que suas postagens em redes sociais sejam preservadas.

Estão entre os alvos os deputados federais Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Lúcio da Silveira (PSL-RJ), Filipe Barros (PSL-PR), Junio do Amaral (PSL-MG), Luiz Phillipe Orleans e Bragança (PSL-SP), além dos deputados estaduais Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PSL-SP).

*Folhapress

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