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Temer: ‘Rejeição é de pessoas que não vão com minha cara’

Presidente disse que não vê problema nas pessoas não gostarem dele, mas que é preciso analisar friamente as medidas do governo

Henrique Gimenes - 31/01/2018 17h42 | atualizado em 31/01/2018 18h08

Presidente Michel Temer diz que parte de sua rejeição é porque as pessoas não vão com sua cara Foto: Lula Marques/ AGPT

O presidente Michel Temer afirmou, nesta quarta-feira (31), que parte das rejeições o que governo sofre se deve ao fato de as pessoas não irem com a sua cara. A declaração foi dada em uma entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador. Temer disse ainda que não irá “tolerar” novas acusações “falsas” feitas contra ele.

Segundo o presidente, não há problema na falta de apoio das pessoas e políticos que não gostam dele. Temer, no entanto, destacou que seu governo passou por uma crise, mas que está recuperando a economia do país.

– Às vezes as pessoas não vão com a minha cara. Dizem: “Esse Temer, não vou com a cara dele”. Aí, tudo bem, não tem problema nenhum. O problema é analisar friamente o que está sendo feito. Nós pegamos uma recessão medonha, uma recessão extraordinária. O país estava à beira do colapso. E nós estamos recuperando, pouco a pouco – ressaltou.

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, e divulgada nesta quarta, indicou que 70% da população considera o governo de Temer como ruim ou péssimo. Além disso, o estudo mostrou também que 43% dos entrevistados deram nota zero para sua gestão.

Durante a entrevista, o presidente explicou que pretende mudar sua imagem de envolvimento em “falcatruas”. Para ele, os feitos de seu governo ainda serão reconhecidos na história.

– Peço licença para dizer que este ano não vou tolerar mais essas acusações, porque elas são falsas e os acusadores estão presos. Quando houve essas denúncias, havia uma pessoa na porta do Congresso pedindo a minha saída, pode pegar fotos e olhar. A história vai reconhecer o que foi feito no nosso governo – destacou.

Michel Temer ainda fez uma nova defesa da Reforma da Previdência, considerada “suave” por ele. Para o presidente, a sociedade precisa convencer os parlamentares da importância do tema para que a proposta seja aprovada.

– Estamos fazendo uma Reforma da Previdência bastante suave, que não atinge os mais pobres. E eu não estou fazendo isso para o meu governo, estou fazendo para o futuro. A dívida previdenciária está em R$ 268 bilhões e no ano que vem será maior ainda. Haverá um momento que você não terá mais dinheiro – disse.

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