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Temer afirma que aconselharia Bolsonaro a desistir da reeleição

Para emedebista, "não convém" a Bolsonaro se aventurar no próximo pleito

Thamirys Andrade - 28/09/2021 13h21 | atualizado em 28/09/2021 13h40

Presidente Jair Bolsonaro e ex-chefe do Executivo Michel Temer Foto: PR/Alan Santos

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta segunda-feira (27) que, se fosse mais próximo do presidente Jair Bolsonaro, ele o aconselharia a não disputar a reeleição em 2022. Na avaliação do emedebista, “não convém” a Bolsonaro se envolver na corrida presidencial pelo segundo mandato.

– Se fosse um amigo próximo a mim, eu faria uma análise política e diria “olha, não convém você se candidatar”. Mas como não tenho nenhuma intimidade, seria uma ousadia sem conta dizer “não se candidate” – declarou Temer, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Por outro lado, Temer tampouco vê “conveniência” para um impeachment do chefe do Executivo a esta altura. Para ele, o processo de impedimento é “traumático” e, como o mandato de Bolsonaro já está entrando em seu último ano, não seria “adequado”.

O ex-presidente também declarou não ter se arrependido de ter votado em Bolsonaro nas eleições de 2018.

– Eu nunca me arrependo do que faço. Naquele momento, quando dei o voto, de fato eu fui levado a dar o voto. Eu voto em quem não falou mal de mim. […] O atual governo, perceba, nunca falou mal do meu governo. Ao contrário, ele deu sequência ao meu governo – observou Temer, citando como exemplo a reforma da Previdência.

O articulador da “carta à nação”, divulgada pelo presidente no último dia 9 de setembro, também alegou tomar “muito cuidado” ao falar mal da atual gestão federal.

– Posso ter objeção dessa, daquela natureza, mas nunca com um sentimento oposicionista de quem quer criar problema. Pelo contrário, não faz parte do meu temperamento.

Ao ser questionado sobre que objeções seriam essas, Temer expressou sua visão de que Bolsonaro teria errado ao não se unir a governadores e partidos de oposição para combater a pandemia em 2020. “Hoje ele seria um verdadeiro herói”, ponderou.

Ainda acerca das eleições do próximo ano, o emedebista criticou a grande quantidade de pré-candidatos à terceira via e afirmou que isso fortalecerá a polarização política.

– Eu verifico que alguns que estão sendo cogitados serão candidatos de qualquer maneira. Eu vejo o candidato lá do Ceará (Ciro Gomes), ele é candidato, não tem essa história. No PSDB, quem foi eleito, escolhido na prévia, seguramente será candidato. E tem outros dois ou três que se lançam como pré-candidatos ou candidatos. Isso vai atonizar o voto da chamada terceira via e manter a polarização.

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