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Tebet sobre inflação: “Fruto do governo que não sabe governar”

Presidenciável também afirmou que gestão de Bolsonaro "fez o Brasil retroceder 30 anos nos índices sociais"

Gabriel Mansur - 10/07/2022 15h42 | atualizado em 11/07/2022 13h36

Senadora Simone Tebet
Senadora Simone Tebet Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy

Pré-candidata do MDB à Presidência da República, Simone Tebet contestou a gestão de Jair Bolsonaro na tarde deste domingo (10). A senadora disse que as sucessivas altas no preço da gasolina, assim como a inflação no Brasil, são reflexos de “crises artificiais” criadas por um “governo que não sabe governar”.

As declarações foram concedidas durante um evento no bairro da Liberdade, no Centro da cidade de São Paulo. Tebet participou da 43ª edição do Festival Tanabata Matsuri, conhecido como o Festival das Estrelas da cultura japonesa.

– Sim, nós temos um problema do barril do petróleo. Sim, nós temos problema de escassez do combustível, que impacta na cadeia produtiva e com isso gera inflação. Mas isso também é fruto de uma crise interna, de crises artificiais provocadas por um governo que, ao não saber governar, cria crises como cortina de fumaça e faz com que o nosso câmbio fique desvalorizado – declarou.

A presidenciável também comentou sobre a alta nos preços dos alimentos. Para ela, essas variações são justificadas pela desvalorização do real frente ao dólar.

– A população brasileira está tendo que fazer a triste escolha de comprar arroz ou feijão. O prato do povo brasileiro não é mais arroz e feijão, é arroz ou feijão. Ao desvalorizar o nosso câmbio e termos um dólar tão alto no Brasil, isso faz com que todos os produtos que nós consumimos fiquem incompatíveis com o bolso do brasileiro. Isso daqueles que ainda estão trabalhando – completou.

No evento, a senadora do MDB também afirmou que “a volta do Brasil ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU) é incompetência do governo que administra o país, que fez o Brasil retroceder 30 anos nos índices sociais”.

– Eu só me lembro dessa miséria, dessa fome, de visualizar [isso] quando eu estudava no Rio de Janeiro, fazendo faculdade no Centro do Rio, essa miséria de ver pessoas buscando comida na lata de lixo, no início da década de 90. Depois de tanto tempo, não é desculpa nem guerra nem pandemia – concluiu.

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