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TCU arquiva processo sobre uso de avião de Vorcaro por Nikolas

Tribunal concluiu não haver indícios suficientes de uso de dinheiro público

Kleber Pizão - 04/05/2026 15h53 | atualizado em 04/05/2026 17h02

Nikolas Ferreira durante campanha de Bolsonaro à Presidência em 2022 Foto: reprodução/redes sociais

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar representação sobre o uso de aeronave vinculada ao empresário Daniel Vorcaro pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a campanha eleitoral de 2022. A Corte concluiu que as investigações cabem à Justiça Eleitoral e enviou cópia dos autos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

A ação arquivada pedia a apuração da origem e da legalidade dos recursos usados para os deslocamentos aéreos de Nikolas no segundo turno do pleito.

— Os fatos narrados se relacionam ao financiamento de campanha eleitoral e à forma de custeio de despesas realizadas nesse contexto, cuja apuração técnico-contábil e julgamento da regularidade das contas constituem atribuição própria da Justiça Eleitoral — argumentou o TCU, em acórdão.

O processo foi enviado ao TSE e ao MPE para ciência e adoção das providências que entenderem cabíveis no âmbito de suas respectivas competências, uma vez que o TCU concluiu não haver indícios suficientes de uso de dinheiro público para acolher a representação.

O uso da aeronave veio a público em março. O parlamentar e o pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha, utilizaram um jatinho na campanha do então presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. Eles viajaram ao longo de dez dias no mês de outubro daquele ano.

Na ocasião, Nikolas afirmou que desconhecia a ligação do avião com o empresário no momento da viagem e que só tomou conhecimento da informação posteriormente.

— Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente soube tratar-se de Daniel Vorcaro — afirmou.

Já a defesa de Daniel Vorcaro informou que a aeronave não pertence ao banqueiro. Reportagem de O Globo que revelou o caso mostrou que a aeronave, no papel, era da empresa de aviação Prime You, que em 2022 administrava, além do jatinho, outros bens de Vorcaro.

Segundo a assessoria da Prime You, a aeronave operava sob o regime de táxi aéreo, com voos fretados, “sem qualquer vínculo societário ou patrimonial entre usuários do serviço e a aeronave”, e que Vorcaro deixou de participar do quadro societário em setembro de 2025.

*Com informações AE

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