Tarcísio diz estar “acostumado a ouvir as bobagens” ditas por Lula
Governador disse ainda que o petista vive de "narrativa" e "propaganda"
Paulo Moura - 27/03/2026 11h46 | atualizado em 27/03/2026 14h00

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reagiu, nesta quinta-feira (26), às críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou não se incomodar com declarações do petista. Durante um evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Tarcísio disse estar “acostumado a ouvir as bobagens” ditas pelo chefe do Executivo federal.
– Eu não fico chateado, absolutamente. Eu estou acostumado a ouvir as bobagens dele [Lula], isso realmente não me incomoda. Quem não tem o que mostrar, tem que viver de narrativa, tem que viver de propaganda. O cidadão não se enxerga mais na propaganda – declarou.
O evento no qual Tarcísio esteve nesta quinta fazia parte do programa Casa Paulista, focado em crédito imobiliário, justamente o projeto que foi criticado por Lula no último dia 19 de março, quando o petista acusou a atual gestão paulista de ter plagiado o programa habitacional do ex-governador e atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
– Aqui em São Paulo, praticamente 60% das casas construídas aqui são do Minha Casa Minha Vida, que aqui dá o nome de Casa Paulista. E o governador tem inaugurado muitas dessas Casa Paulista. Ele poderia pelo menos ter a singeleza de dizer: “Essas casas são feitas pelo governo federal do Minha Casa Minha Vida, e eu pedi licença para chamar de Casa Paulista, que é um programa criado pelo Alckmin ainda quando era governador do estado”. Nem nome ele [Tarcísio] criou, só plagiou – disse.
Tarcísio, por outro lado, rebateu a fala do petista e disse que o programa federal só é viável em São Paulo, porque há aporte estadual que permite que os paulistas consigam obter a casa própria.
– No estado de São Paulo, a gente está viabilizando os empreendimentos com esse esforço. Às vezes, 70, 80, 90% do empreendimento fecha com subsídio do Estado de São Paulo. Se não tivesse, não fechava – afirmou o governador.
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