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Tabata Amaral anuncia filiação ao PSB e cita machismo no PDT

Partido é o mesmo do namorado, João Campos, prefeito de Recife

Gabriela Doria - 17/09/2021 11h48 | atualizado em 17/09/2021 12h15

Deputada federal Tabata Amaral se filiou ao PSB Foto: Divulgação/PDT

A deputada federal Tabata Amaral anunciou sua filiação ao PSB, na madrugada desta sexta-feira (17), durante participação no programa Conversa com Bial, na TV Globo. Após dois anos de um imbróglio na Justiça, Tabata recebeu autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em maio deste ano, para sair do PDT sem perder seu mandato.

– Como alguém que acredita em partidos e [que] ficou dois anos nessa luta para conseguir o direito de se filiar a um novo partido, eu vou para o PSB. Foram muitas conversas. E vou muito feliz – disse a parlamentar.

A sigla é a mesma que abriga o namorado da deputada, o prefeito de Recife, João Campos.

– A minha trajetória na política é independente, e a conversa com todos os partidos foi muito independente. E, para ser muito sincera, acho tão natural que eu e o João estejamos no mesmo lugar, porque a gente têm uma visão de Brasil que é muito compartilhada – apontou.

SAÍDA DO PDT
Por 6 votos a 1, o TSE aprovou que Tabata deixasse o PDT sem perder o mandato como deputada federal. A Corte entendeu que o tratamento dispensado pelo partido à parlamentar, após ela votar a favor da reforma da Previdência, configura “justa causa” para a saída da legenda.

A Resolução 22.610/2007 do TSE permite a desfiliação com a continuidade do mandato se houver justa causa, tais como incorporação ou fusão do partido; criação de novo partido; mudança significativa ou desvio constante do programa partidário; e grave discriminação pessoal.

Para o ministro Sérgio Banhos, relator do caso de Tabata, houve “quebra das expectativas” por parte do PDT e divulgação de material “ofensivo” ao grupo político do qual Tabata pertence.

Banho destacou que ficou evidente “a grave quebra de isonomia entre filiadas que estavam em situação de igualdade no que tange à prometida liberdade de atuação no Congresso Nacional e à submissão às regras intrapartidárias de fidelidade partidária”.

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