Tá Explicado – Entenda o que é e o que defende o Fascismo

Em nova série, o Pleno.News explica termos que nem todos sabem o real significado

Rafael Ramos - 31/05/2019 12h00

O termo fascista tem sido usado de forma equivocado por algumas pessoas Foto: Reprodução/Twitter

“Fascistas não passarão!” foi uma das frases mais escritas e proferidas por opositores a Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral. Inclusive, o cantor Roger Waters se referiu a Bolsonaro dessa forma durante sua passagem por São Paulo, em outubro passado. O ex-Pink Floyd projetou o nome de Bolsonaro em um telão ao lado de Donald Trump e Vladimir Putin.

Mas qual o real significado de Fascismo? O que caracteriza os defensores desse movimento político estabelecido por Benito Mussolini, na Itália, em 1922? Pensando nessa e outras questões, o Pleno.News apresenta sua nova série Tá Explicado, com a intenção de explicar detalhadamente esses e outros termos utilizados em áreas, como política e economia.

O advogado e cientista política Rogerio Terra de Oliveira resume que o Fascismo consistia na tese: “Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado”. Dessa forma, o movimento era contrário ao Liberalismo e ao Marxismo (termos que visitaremos em próximos episódios da série).

– Acho equivocado nomear qualquer um de fascista. Podemos identificar elementos do comportamento fascista na intransigência de pensamento, na não aceitação do outro na sua particularidade e principalmente no uso da violência e do discurso da maioria para se impor sobre a minoria – explica Rogerio.

Benito Mussolini estabeleceu o Fascismo na Itália

Um dos pontos defendidos pelos fascistas era a imposição dos valores nacionalistas e comunitários a todas as pessoas opondo-se à diversidade e à particularidade das pessoas. O movimento desprezava o individualismo e a Democracia Liberal, lidando de maneira violenta e até agressiva com qualquer pensamento divergente.

Rogerio Terra ainda explica que Mussolini e outros defensores desse pensamento defendiam o militarismo e o uso da violência para alcançar os interesses econômicos nacionais. Alguns agiam agressivamente para eliminar toda oposição aos seus projetos que se baseavam em uma visão de mundo preconceituosa e racista.

– O final da história não foi a prosperidade, mas a guerra e as práticas mais hediondas contra o ser humano. Mesmo os valores mais elevados podem ser utilizados para as práticas mais nefastas. O nazismo foi utilizado para legitimar a intransigência política e o uso da violência e a guerra. Acima de tudo, possibilitou a subordinação da sociedade e de todas as pessoas para um projeto político que se mostrou equivocado e maléfico para humanidade – finaliza

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