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STF: 2ª Turma tem maioria para manter prisão de ‘Careca do INSS’

Gilmar Mendes se declarou impedido para se manifestar sobre as prisões

Pleno.News - 28/09/2025 16h02 | atualizado em 29/09/2025 16h06

Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fez maioria neste domingo (28) para manter a prisão preventiva dos empresários Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti no bojo da investigação sobre fraudes bilionárias ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Os ministros Edson Fachin e Kassio Nunes Marques acompanharam o voto do relator, André Mendonça, no sentido de confirmar as cautelares impostas à dupla na Operação Sem Desconto.

O decano Gilmar Mendes se declarou impedido para se manifestar sobre as prisões.

As medidas foram submetidas a referendo da Segunda Turma conforme decisão de Mendonça, relator. Elas são analisadas em julgamento no plenário virtual do STF que tem data para terminar na próxima sexta (3).

O ministro Dias Toffoli, que também integra a Segunda Turma da Corte máxima, ainda não se manifestou sobre o caso.

As prisões foram decretadas no último dia 11 e cumpridas na manhã seguinte, pela Polícia Federal. No despacho, Mendonça fundamentou as medidas na garantia da ordem pública; por conveniência da instrução; e para assegurar a futura aplicação da lei penal.

O ministro destacou as “fundadas suspeitas de relevante participação” do Careca do INSS e de Camisotti nos ilícitos apurados, assim como a “complexa estrutura criminosa” sob suspeita.

– Trata-se de uma criminalidade planejada, com estratégias de escamoteamento dos recursos ilícitos e participação de pessoas com conexões com órgãos estatais – anotou.

Ao decretar a prisão da dupla, Mendonça também destacou que há evidências de que os empresários “prosseguiriam a praticar delitos, buscando ocultar ou dilapidar o patrimônio angariado por meio de condutas ilícitas e branquear os recursos provenientes do esquema criminoso”.

O ministro ainda citou um caso, sob apuração, de suposta ameaça de morte, pelo Careca do INSS, a uma testemunha da investigação.

*AE

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