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Sóstenes reage a decisão do STF: “O silêncio foi criminalizado”

Moraes mandou os deputados saírem e proibiu manifestações em torno da Praça dos Três Poderes

Pleno.News - 26/07/2025 17h07 | atualizado em 30/07/2025 12h38

Sóstenes Cavalcante e Alexandre de Moraes Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados; Foto: Antonio Augusto/STF

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara, criticou duramente neste sábado (26) a decisão do ministro Alexandre de Moraes que ordenou a retirada dos deputados Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO) da Praça dos Três Poderes, onde realizavam um protesto pacífico. Para Sóstenes, a ação representa uma “ruptura institucional”.

– Na noite de ontem, o Brasil atravessou uma linha perigosa. Um parlamentar, em silêncio, com a boca vedada, uma Bíblia numa mão e a Constituição na outra, foi cercado por dezenas de viaturas e ameaçado de prisão – declarou.

O líder do PL afirmou que a medida judicial viola o Artigo 53 da Constituição, que garante a inviolabilidade de parlamentares por palavras, votos e opiniões. Ele destacou que “não houve crime, incitação ou desordem. Houve apenas um gesto silencioso de denúncia”.

Sóstenes também criticou a comparação feita na decisão entre o protesto e o comportamento de Neville Chamberlain diante de Adolf Hitler, classificando como “historicamente absurda e moralmente repugnante”.

– Equiparar um parlamentar cristão, em silêncio, à conivência com o nazismo é um ataque ao bom senso, uma banalização criminosa da história – afirmou.

O deputado ainda acusou o ministro de violar o princípio da separação entre os Poderes e de invadir competências da Câmara dos Deputados, ao não comunicar a Mesa Diretora sobre a medida contra os parlamentares.

– A decisão judicial ignorou completamente essa instância, usurpando uma função que não pertence ao Poder Judiciário – disse.

Para Sóstenes, o que ocorreu foi repressão com aparência de legalidade:

– Não é justiça. É militância institucionalizada.

O parlamentar ainda defendeu que a Câmara tome providências urgentes, como convocar sessão extraordinária e emitir nota oficial.

– O silêncio da Câmara, neste momento, não será neutralidade. Será omissão cúmplice com o esvaziamento do Poder Legislativo – concluiu.

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