Sóstenes critica Moraes e fala em “estado de exceção camuflado”
Deputado fala sobre a decisão de "descartar a prisão" de Jair Bolsonaro
Pleno.News - 24/07/2025 14h56 | atualizado em 24/07/2025 15h44

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) criticou, nesta quinta-feira (24), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que não recuou da imposição do uso da tornozeleira eletrônica e outras restrições, mas determinou pela não prisão.
Segundo o parlamentar, a decisão “só confirma o que muitos já perceberam: estamos lidando com um tirano disfarçado de juiz”. Para ele, Moraes não recuou, mas tentou “encobrir a censura grosseira que havia imposto”.
Sóstenes questionou as medidas aplicadas contra Bolsonaro.
– Se não havia motivo, por que tornozeleira? Por que toque de recolher? Por que restrição de viagens? – escreveu.
Ele ainda afirmou que o Brasil vive um “estado de exceção camuflado”.
– Essa não é a conduta de um magistrado. É o comportamento típico de um psicopata institucional: age por raiva, ataca com fúria, recua por cálculo – declarou o deputado.
Na decisão, Moraes afirmou que houve uma “irregularidade isolada” por parte de Bolsonaro, ao mostrar a tornozeleira eletrônica em público, mas considerou que isso não justifica a prisão. O ministro também disse que o ex-presidente pode falar em eventos e dar entrevistas, desde que não use esses conteúdos para burlar as restrições em redes sociais.
Apesar disso, o magistrado reforçou que qualquer tentativa de transformar discursos em publicações online pode ser interpretada como descumprimento de ordem judicial.

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