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Soraya e Lindbergh terão que explicar acusação contra Gaspar

Gilmar Mendes deu 15 dias para que os parlamentares se manifestem

Pleno.News - 06/08/2026 18h18 | atualizado em 07/08/2026 10h12

Lindbergh Farias e Soraya Thronicke Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Nesta quinta-feira (6), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para que a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentem informações sobre a acusação de estupro de vulnerável envolvendo o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Na decisão, o ministro determinou que os parlamentares forneçam novos elementos para a investigação, incluindo dados que possam ajudar a identificar os autores de mensagens anexadas ao processo e informações sobre ligações telefônicas relacionadas ao caso.

A notícia-crime foi apresentada à Polícia Federal (PF) em 27 de março. Soraya e Lindbergh afirmaram ter recebido documentos que relatavam o suposto estupro de uma menina de 13 anos, que teria engravidado e dado à luz. Segundo eles, não foram apresentados documentos para preservar a identidade da mãe e da criança.

O caso ganhou repercussão durante a CPI do INSS, quando Alfredo Gaspar, relator da comissão, discutiu com Lindbergh Farias. Na ocasião, o deputado do PT chamou Gaspar de “estuprador”, enquanto o parlamentar do PL respondeu chamando o adversário de “corrupto”.

Em abril, Alfredo Gaspar realizou um exame de DNA para antecipar a produção de provas e buscar o esclarecimento das acusações. O teste foi feito com a coleta de material genético por meio de swabs da mucosa oral.

Nesta quarta (5), Lindbergh procurou o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) para tratar do caso. Segundo Sóstenes, o petista afirmou que apenas encaminhou a denúncia às autoridades e que não pretendia transformar o assunto em disputa política.

– O que eu fiz foi motivado por uma denúncia e agora cabe à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal apurar os fatos. Não vou ficar explorando isso politicamente – afirmou.

De acordo com Sóstenes, Lindbergh também teria informado que classificou Alfredo Gaspar como estuprador com base em informações repassadas por uma jornalista, que depois não apresentou provas para sustentar a acusação.

– Ele me disse que possuía apenas informações superficiais e que levou isso à Polícia Federal. E que depois, quando foi buscar as provas, a jornalista não apresentou nenhuma prova contra o Gaspar – disse o deputado do PL.

Segundo Sóstenes, uma nota pública chegou a ser preparada, mas não foi divulgada, porque não teve a concordância de Alfredo Gaspar. Lindbergh nega que tenha buscado uma retratação e afirma que apenas cumpriu seu dever ao encaminhar a denúncia.

– Vou me retratar do quê? Recebi uma denúncia e a encaminhei. Isso é meu dever – declarou.

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