Silvinei Vasques é condenado a pagar multa de R$ 546 mil
Ex-PRF foi acusado de usar o cargo para fazer campanha para Jair Bolsonaro
Pleno.News - 16/08/2025 12h50 | atualizado em 19/08/2025 16h04

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), no Rio de Janeiro, condenou o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, por improbidade administrativa. Ele foi acusado de usar o cargo para fazer campanha para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. Foi definida uma multa de R$ 546.631,92.
Silvinei havia sido absolvido na primeira instância. Por unanimidade, a 8ª Turma do TRF2 reformou a decisão, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (MPF).
O desembargador Rogério Tobias de Carvalho, relator do processo, afirmou no voto que o ex-diretor “violou frontalmente os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, atingindo valores imateriais de alta sensibilidade constitucional, especialmente diante da função de Estado exercida pela PRF e da magnitude da representação institucional atribuída ao cargo”.
– Não se trata de episódio isolado, mas de uma sucessão de ações dolosamente voltadas à promoção pessoal de terceiro no contexto de campanha eleitoral. O requerido, deliberadamente, desvirtuou a finalidade da publicidade institucional – argumentou.
– Trata-se de uma infração de alta gravidade institucional e simbólica – completou o desembargador.
A Procuradoria no Rio juntou entrevistas, publicações nas redes sociais e registros de eventos oficiais aos autos para comprovar a tentativa de favorecer a candidatura de Bolsonaro.
Em um dos eventos, na sede da PRF, em Brasília, a seis dias da eleição, o ex-diretor da corporação deu uma camisa do Flamengo com o número 22 – o mesmo da legenda do PL – ao então ministro da Justiça Anderson Torres.
*AE
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