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Seringas: Requisição não atinge compras de estados, diz governo

Ministério da Saúde determinou a entrega de 30 milhões de seringas e agulhas à indústria nacional

Pleno.News - 08/01/2021 21h39 | atualizado em 08/01/2021 21h40

Seringas: Requisição não atinge compras de estados, diz governo Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (8), o Ministério da Saúde informou a empresas que produzem ou distribuem seringas e agulhas que a requisição administrativa de seus estoques não atinge produtos que já estavam negociados com Estados, municípios e o Distrito Federal. A medida ocorre após o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), impedir que a requisição trave os produtos comprados pelo governo de São Paulo

O Ministério determinou à indústria nacional, em 31 de dezembro, a entrega de 30 milhões de seringas e agulhas após tentar comprar 331 milhões de unidades. Em pregão eletrônico feito no último dia 29, houve lances válidos para apenas 7,9 milhões. Segundo apurou o Estadão, o Ministério havia dito, em reuniões com a indústria, que a requisição atingiria até a produção que já estava comprada por estados e municípios.

O Ministério afirma que o resultado do pregão não impedirá o começo da vacinação contra a Covid-19, pois há estoque nos estados para imunizar cerca de 60 milhões de pessoas. Estes produtos, porém, são usados para campanhas de rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como a vacinação contra a gripe e o sarampo.

A indústria alerta o Ministério desde julho sobre a necessidade de planejar uma grande compra de seringas e agulhas

Em ofício enviado a empresas no último dia de 2020, a Saúde pedia que os estoques fossem disponibilizados ao governo federal em 8 de janeiro. Em reunião nesta semana, ficou acordado que o produto poderia ser entregue até o fim do mês.

“A indústria/empresa deverá disponibilizar todo o quantitativo requisitado na área de expedição de seus depósitos”, afirmou documento enviado às empresas.

Após a decisão de Lewandowski, o Ministério enviou novo ofício para a indústria, afirmando que a requisição administrativa “não atinge os quantitativos dos insumos previamente contratados, na forma da lei, com os demais Entes da Federação”.

A pasta ainda pediu que as empresas digam se conseguem atender ao pedido do governo federal, sem prejudicar entregas já acertadas com prefeitos e governadores. A Saúde pede cerca de 9 milhões de unidades de seringas e agulhas a cada empresa.

*Estadão

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