Senadores defendem criar CPI do Master em sessão com Galípolo
Parlamentares querem apurar as operações que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master pelo BC
Pleno.News - 25/11/2025 14h27 | atualizado em 25/11/2025 19h10

Parlamentares que participam da audiência pública com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado defenderam nesta terça-feira (25), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as operações que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master pelo BC na última semana.
A senadora Leila Barros (PDT-DF) destacou que o requerimento para a criação de uma CPI sobre o tema já foi apresentado e conclamou colegas a assinarem o documento. Para ela, o BC agiu de forma rápida em relação ao caso depois que a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
A parlamentar também questionou Galípolo sobre se o BRB foi uma “vítima incompetente” do Master ou se tem participação “nessa fraude”. O presidente do BC disse depois, de forma geral, que não poderia responder todos os questionamentos, porque há pontos de sigilo e também porque a investigação sobre o caso ainda está em curso.
Na mesma linha, o senador Esperidião Amin (PP-SC) disse que um dos pontos mais importantes que a potencial CPI, que já foi assinada por ele, pode revelar é o de apresentar possíveis entendimentos sobre as consequências do caso Master.
– Estamos vendo cenas do século passado. Hoje não voto a favor da autonomia do BC. O algoritmo não mostrou que o crescimento do Master era anômalo? Não confio em quem não tem esse algoritmo – disse, durante sua participação na sessão da CAE.
Vários outros senadores questionaram o presidente do BC sobre a decisão da autoridade supervisora em relação ao Master. Eduardo Braga (MDB-AM) chamou o caso de “farra no sistema financeiro”.
– O que está acontecendo no Brasil é um escândalo. O Master era uma tragédia anunciada – avaliou.
Jorge Seif (PL-SC) perguntou o porquê de o regulador apenas ter atuado no Master quando a situação se tornou irreversível e insustentável.
– O Master não é nem 1% do sistema e vai abocanhar um pedação do FGC – comparou, citando o Fundo Garantidor de Crédito.
Já o senador Izalci Lucas (PL-SF) relatou que recebeu material do Banco de Brasília, que chegou a fazer uma negociação para socorrer o Master, argumentando que se tratava de uma operação rentável e interessante.
– Hoje vemos que queria uma operação com título podre – salientou.
*AE
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