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Senado aprova indicação de Benedito Gonçalves para o CNJ

Ministro é conhecido pela expressão "missão dada, missão cumprida"

Pleno.News - 11/06/2026 11h21 | atualizado em 11/06/2026 11h56

Benedito Gonçalves Foto: Gustavo Lima/STJ

Nesta quarta-feira (10), o Plenário do Senado aprovou a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Conhecido pela expressão “missão dada, missão cumprida” dita ao ministro Alexandre de Moraes durante a diplomação do presidente Lula (PT), em dezembro de 2022, o ministro exercerá o cargo de corregedor nacional de Justiça no período de 2026 a 2028. A indicação recebeu 53 votos favoráveis e 16 contrários.

A fala “missão dada, missão cumprida” tornou-se um símbolo político e é frequentemente ligada à atuação de Benedito como relator das ações que declararam Jair Bolsonaro inelegível no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com mais de 50 anos de carreira no serviço público, sendo 38 anos somente na magistratura, Benedito Gonçalves é graduado em Direito, com mestrado e especialização na área jurídica. Antes de ingressar na magistratura, exerceu diferentes funções no serviço público, como papiloscopista da Polícia Federal e delegado de polícia no Distrito Federal.

Em 1988, assumiu o cargo de juiz federal, atuando em unidades do Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Dez anos depois, foi promovido a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Outra década mais tarde, chegou ao cargo de ministro do STJ, posição que ocupa atualmente.

O relator da indicação, senador Cid Gomes (PSB-CE), destacou a trajetória pessoal e profissional de Benedito Gonçalves e recordou que o ministro ingressou no serviço público por concurso, atuando inicialmente como professor e, posteriormente, exerceu cargos como perito, delegado, juiz federal e desembargador, até chegar ao STJ.

Para o senador, essa trajetória demonstra mérito e dedicação à magistratura, justificando sua aprovação para o cargo de corregedor nacional de Justiça.

— O ministro Benedito é filho de um pedreiro e de uma servente lavadora, de origem humilde, negro, da periferia do Rio de Janeiro. Estudou com toda dificuldade, prestou concurso público e ascendeu ao Superior Tribunal de Justiça — afirmou Cid Gomes.

O indicado passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 20 de maio.

*Com informações da Agência Senado

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