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Senado adia destruição de HD da CPI com marreta e furadeira

Justificativa dada pela Casa foi de que o Ministério Público Federal não foi notificado sobre a destruição

Pleno.News - 07/05/2022 08h45 | atualizado em 07/05/2022 09h01

Cúpula da CPI da Covid Foto: Agência Senado/Pedro França

O Senado decidiu adiar a destruição de um HD externo com informações da extinta CPI da Covid que estava prevista para acontecer nesta sexta-feira (6) com o uso de uma marreta e uma furadeira. A justificativa oficial foi a de que não houve comunicação do assunto ao Ministério Público Federal (MPF).

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), havia mandado servidores destruírem o HD que armazena documentos sigilosos da CPI, acatando decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

A decisão do ministro foi tomada no âmbito de mandados de segurança impetrados pelo site Brasil Paralelo e pela empresa OPT Incorporadora Imobiliária e Administração de Bens Próprios Ltda. Não foi marcada nova data para a eliminação dos arquivos.

Em agosto de 2021, o portal e a empresa tiveram as quebras de sigilo aprovadas pela CPI da Covid. Na ocasião, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, e Humberto Costa (PT-PE), afirmaram que o Brasil Paralelo era suspeito “de integrar uma rede de mídias” que disseminavam fake news sobre saúde pública.

Já a OPT, segundo Renan, autor do requerimento, tinha “grande correlação” com a Precisa Medicamentos. A Precisa intermediava a vacina Covaxin para o Ministério da Saúde e era investigada pela comissão. O sócio do Brasil Paralelo, Henrique Viana, disse que só foi avisado sobre o adiamento da destruição quando já estava no Senado.

– [Fomos pegos] de surpresa. Também frustrados, porque viemos a Brasília para isso. Exatamente 7 minutos antes de iniciar o ato, chegou essa informação – declarou.

Viana ainda contou que o Senado havia permitido que o Brasil Paralelo filmasse a destruição do HD com um cinegrafista, mas que, cerca de duas horas antes do horário marcado, eles foram desautorizados.

– Tudo em cima. Não dá para saber os motivos. Não tem um documento formalizando [nada]. Tem só esses recados que foram chegando, pessoalmente – completou.

A destruição do HD foi adiada, segundo Pacheco, porque a Advocacia da Casa identificou que era preciso dar ciência a todos as partes do processo e isso não havia sido feito com o Ministério Público Federal.

– Nós vamos cumprir a decisão judicial sem problema algum – afirmou ele.

*AE

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