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Parlamentares já têm o número de assinaturas necessárias para requer a abertura da comissão

Paulo Moura - 06/05/2021 15h28 | atualizado em 06/05/2021 15h49

Prefeito Bruno Covas e governador João Dória Foto: Divulgação/Governo do Estado de SP

Na esteira da repercussão da CPI da Covid no Senado, a oposição ao governo Bruno Covas (PSDB) na Câmara Municipal de São Paulo conseguiu reunir as assinaturas necessárias para requerer a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito similar na capital paulista, para investigar os gastos do município no enfrentamento da pandemia e os índices de mortes.

De acordo com o regimento da Câmara, a abertura da CPI não depende do presidente da Casa e aliado do governo Milton Leite (DEM), diferente do que ocorreu no Senado, mas a proposta terá de passar por duas votações e precisa ter aval de pelo menos 28 dos 55 vereadores para ter prosseguimento.

De acordo com um levantamento do jornal O Estado de São Paulo, há CPIs já em andamento em pelo menos outras 14 cidades do país, além de investigações similares em Assembleias Legislativas de 10 estados. Para o autor do pedido de CPI na capital paulista, Antônio Donato (PT), o principal alvo será a taxa de mortes, acima da média nacional.

– Apesar de ser a cidade com mais recursos, São Paulo teve uma taxa de mortes de 250 pessoas a cada 100 mil habitantes, enquanto esta taxa no país está ao redor de 200. Vamos apurar a falta de testagem, o uso de recursos e ainda a situação da Unidade de Pronto-Atendimento Campo Limpo, que registrou 102 mortes por falta de UTI entre março e abril – diz.

O pedido para abertura da CPI teve 20 assinaturas, reunindo parlamentares da oposição, como PT e PSOL, e de governistas do Republicanos, Podemos e DEM. Líder do governo, Fabio Riva (PSDB) não vê necessidade de criar uma CPI, alegando que nenhum pedido de esclarecimento à Prefeitura ficou sem resposta.

– Assinar um requerimento não é o mesmo que votar a aprovação em plenário – afirmou Riva.

*Estadão

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