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Salles: “Os idiotas de esquerda preferem bater no Bolsonaro”

Ministro criticou brasileiros que apoiam as tentativas internacionais de controlar a política ambiental brasileira

Pleno.News - 03/09/2021 16h54 | atualizado em 03/09/2021 17h45

Ricardo Salles na Cpac
Ricardo Salles na CPAC, em Brasília Foto: Reprodução / Youtube

Durante seu discurso na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora) na tarde desta sexta-feira (3), o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, demonstrou sua insatisfação com autoridades internacionais que tentam influenciar a política ambiental brasileira e estendeu suas críticas a brasileiros de esquerda que os apoiam.

– Os idiotas dos brasileiros de esquerda, sem patriotismo, preferem bater no Bolsonaro e bater no seu próprio país e dar razão para os caras lá fora. Quer dizer, é inacreditável – declarou Salles, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O ex-ministro defendeu que o Brasil é “exemplo” para as demais nações com seu Código Florestal, sua reserva legal e suas APPs (Áreas de Preservação Permanente).

– Nós estamos aqui pra fazer um bom trabalho ambiental, o Brasil é exemplo para esses países. Energia limpa, agronegócio exemplo para o mundo. Produz com qualidade, volume, preço competitivo, respeito ao meio ambiente. Tem Código Florestal que nenhum desses países têm. Quem é do Norte aqui tem 80% de área de preservação obrigatória no Código Florestal. Só pode usar 20%. Quem é do Cerrado [tem] 35% de reserva legal. O resto do país, os outros biomas, 20%. Vai ver se algum desses países que apontam o dedo para nós têm essas coisas – assinalou.

Salles reconheceu que o Brasil “não é imune a problemas”, mas alegou que eles são distorcidos ou exagerados para atacar o governo federal.

– Estados Unidos não têm uma árvore nas fazendas. Chamam deserto de área protegida; nós não. Nós temos floresta, temos caatinga, temos cerrado. Tem um problema ou outro nesses lugares? Tem problema. Ninguém aqui está dizendo que o Brasil é imune a problemas. Nós estamos dizendo que o problema está muito aquém do que aquilo que eles apontam o dedo para encher a paciência do Bolsonaro, do ministro Salles, para ir contra à narrativa da direita, para dar dinheiro para ONG de novo, porque a gente cortou a mamata.

O ex-ministro defendeu ainda que “o Brasil mudou” com a gestão Bolsonaro e que a oposição não se conforma que os brasileiros elegeram um candidato de “direita, honesto, correto, que fala o que pensa”.

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