Saiba quais livros Daniel Silveira informou ter lido na prisão
Ex-deputado solicitou redução de pena por meio de atividades educacionais
Thamirys Andrade - 24/08/2025 14h54 | atualizado em 25/08/2025 10h30

Preso na Colônia Agrícola de Magé, no Rio de Janeiro, o ex-deputado federal Daniel Silveira relatou estar lendo livros a fim de reduzir sua pena por meio de atividades educacionais. Em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirmou ter lido 12 obras literárias recentemente, entre elas escritos de Fiódor Dostoiévski, George Orwell e Machado de Assis.
As informações são do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. De acordo com ele, a defesa de Silveira informou que seu cliente leu Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski), O Príncipe (Nicolau Maquiavel), O Código Da Vinci (Dan Brown), 1984 (George Orwell), Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis) e A Arte da Guerra (Sun Tzu).
Daniel Silveira também relata ter lido O Processo (Franz Kafka), O Homem que Calculava (Malba Tahan), A Volta ao Mundo em 80 Dias (Júlio Verne), O Menino do Pijama Listrado (John Boyne), Capitães da Areia (Jorge Amado) e A Revolução dos Bichos (George Orwel).
O ministro do STF Alexandre de Moraes identificou divergências entre os títulos informados pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) e os relatados pela defesa de Silveira.
O magistrado ordenou, então, que a Seap refaça os relatórios seguindo as normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Também ordenou que uma comissão avalie os atestados de leitura.
Ainda durante o seu período de prisão, o ex-parlamentar concluiu um curso de auxiliar administrativo, leu outros livros e trabalhou na faxina.
Antes mesmo de ser preso, Silveira já relatava ter o hábito da leitura. Segundo informações do jornal O Globo divulgadas em 2022, o deputado já afirmava ter lido mais de 800 livros e chegou a ser agraciado com a Ordem de Mérito do Livro.
O ex-congressista está preso desde fevereiro de 2023. Ele foi condenado pela Suprema Corte a oito anos e nove meses de prisão por ameaças ao Estado democrático de Direito e incitação à violência contra ministros do Supremo.
Atualmente, Silveira está em regime semiaberto. No final de 2024, ele recebeu autorização para liberdade condicional, mas foi mandado de volta para a prisão dias depois sob a justificativa de que teria descumprido medidas cautelares.
Leia também1 PT diz que Trump usará redes e IA contra Lula em 2026
2 Anvisa faz alerta sobre a baixa qualidade de suplementos
3 Lula surge em vídeo fazendo musculação: Disposição
4 Em Barretos, Tarcísio critica prisão de Jair Bolsonaro
5 Moraes pede extradição de seu ex-assessor Eduardo Tagliaferro


















