Confira como foi o discurso de Tarcísio de Freitas em São Paulo
Governador subiu o tom nas críticas contra o ministro Alexandre de Moraes
Pleno.News - 07/09/2025 21h32 | atualizado em 08/09/2025 17h16

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez duras críticas na tarde deste domingo (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante sua fala no ato Reaja, Brasil, na Avenida Paulista. Na manifestação, o gestor estadual disse que Moraes impõe uma “tirania” que “ninguém aguenta mais”, sendo sucedido por gritos de “fora, Moraes” pelo público presente.
– Por que vocês [manifestantes] estão gritando isso [fora, Moraes]? Talvez porque ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que está acontecendo no país – disse o governador.



























A declaração de Tarcísio representa uma subida de tom do governador contra o Supremo Tribunal Federal. Em atos anteriores, o governador evitava conflitos mais frontais com a Suprema Corte.
As críticas a Moraes surgem após Tarcísio iniciar um movimento na capital federal em prol da anistia dos réus pelo que a Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta como uma suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os acusados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliados dele e as milhares de pessoas que participaram dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Em seu discurso na Avenida Paulista neste domingo, Tarcísio disse que não aceitará que um Poder exerça uma “ditadura” sobre outro, em referência às críticas explicitadas pela direita contra o Poder Judiciário.
– Nós não vamos aceitar a ditadura de um Poder sobre o outro. É isso que precisamos fazer, é isso que precisamos defender. Chega do abuso, chega. Novos tempos virão. Vamos celebrar de novo com um líder que vai estar solto – afirmou, referindo-se a Bolsonaro.
E prosseguiu:
– Não vamos mais aceitar que nenhum ditador diga o que a gente tem que fazer. Não há mal que dure para sempre. O bem sempre vence o mal – declarou.
Tarcísio foi enfático ao pedir anistia em diversos momentos. Disse que ela é necessária porque o processo contra o ex-presidente e seus aliados “está maculado e viciado”. O gestor ainda comparou o atual caso à anistia concedida em 1979, que beneficiou diversas figuras de esquerda.
– Se estamos hoje aqui defendendo anistia, é porque a gente sabe que esse processo está maculado e viciado. Essa anistia, assim como foi em 1979, tem que ser ampla e irrestrita, garantia da liberdade – afirmou.
Ainda de acordo com Tarcísio, não há provas para condenar Bolsonaro. O governador disse que a única coisa que pesa contra o ex-presidente é a delação de Mauro Cid, ajudante de ordens de Bolsonaro durante seu período como presidente.
– Que história é essa? Como vão condenar uma pessoa sem nenhuma prova? O que eles têm é uma única delação e o colaborador mudou de versão seis, sete vezes em três dias, sob coação. Essa delação vale de alguma coisa? Uma delação mentirosa. Não se pode destruir a democracia sob pretexto de resgatá-la – resumiu.
*Com informações AE
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