Rubinho Nunes vê negligência médica contra Bolsonaro
Vereador fez alerta sobre a situação do ex-presidente
Pleno.News - 07/01/2026 19h23 | atualizado em 08/01/2026 10h39

O vereador e advogado Rubinho Nunes (União Brasil-SP) fez duras críticas às condições em que se encontra o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando o caso como grave violação de direitos humanos e um exemplo de uso político do aparato estatal.
Segundo Rubinho, Bolsonaro — que tem mais de 70 anos e histórico de saúde fragilizado após sucessivas cirurgias decorrentes da facada sofrida em 2018 — estaria submetido a condições incompatíveis com sua idade e estado clínico enquanto sob custódia da Polícia Federal.
O vereador destacou que o ex-presidente sofreu uma queda dentro da cela, resultando em traumatismo craniano, o que, por si só, exigiria atenção médica rigorosa.
– Estamos falando de um homem de mais de 70 anos, em situação pós-operatória, que bateu a cabeça. Qualquer situação como essa exige cautela máxima e acompanhamento adequado – afirmou ele em entrevista.
Para Rubinho, o ponto central do debate não é apenas o episódio isolado, mas o dever do Estado de garantir a vida, a saúde e a dignidade de qualquer pessoa sob sua custódia.
– O direito à vida é um direito humano de primeira geração. Quando o Estado assume a guarda de alguém, ele assume também a responsabilidade integral por essa vida – declarou durante participação no O Fio Diário.
O vereador também criticou a negativa inicial de medidas alternativas que considerassem o quadro clínico do ex-presidente, defendendo que critérios humanitários e legais devem prevalecer, independentemente de quem seja o custodiado.
– Não é punição, é vendeta.
Rubinho Nunes foi além e afirmou que o caso ultrapassa o campo jurídico e assume contornos políticos.
– O que estamos vendo não é apenas punição. É um processo de desgaste, de exposição e de tentativa de enfraquecimento político – disse.
Na avaliação do vereador, a situação se insere em um contexto mais amplo de deterioração institucional, no qual direitos fundamentais passam a ser relativizados conforme o personagem envolvido.
– Quando direitos básicos deixam de ser universais e passam a depender de alinhamento político, o país entra numa rota perigosa – afirmou, traçando paralelos com regimes autoritários da América Latina.
Segundo Rubinho, o objetivo vai além da figura de Bolsonaro e atinge o cenário político como um todo.
– Não é só sobre uma pessoa. É sobre limitar a atuação política, enfraquecer lideranças e interferir no jogo democrático – disse.
Rubinho Nunes afirmou ainda que o episódio deve servir de alerta.
– Se direitos fundamentais podem ser relativizados em um caso emblemático, eles podem ser relativizados em qualquer outro. Quando o Estado escolhe quem merece proteção, todos ficam vulneráveis.
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