Romeu Zema diz não acreditar em rompimento entre PL e Novo
Pré-candidato à Presidência respondeu fala de Eduardo Bolsonaro sobre relação entre os dois partidos
Pleno.News - 15/06/2026 14h16 | atualizado em 15/06/2026 16h18

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, disse nesta segunda-feira (15), que não acredita em um rompimento entre o Partido Liberal (PL) e o partido Novo.
A fala acontece após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) sugerir, no último sábado (13), o rompimento total do entorno da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência com o partido Novo, que tem Zema como pré-candidato.
– Não acreditamos em um rompimento. Por que ele disse que pode haver? Acho que é uma opinião mais de ordem pessoal dele – frisou Zema, em coletiva de imprensa no evento Rumos do Brasil, organizado pela Veja, em São Paulo.
Zema lembrou que ambos os partidos “fizeram uma costura” nos estados do Sul e em Goiás.
– Essa costura está feita e está caminhando bem. O que eu disse sobre o Eduardo Bolsonaro eu já havia dito, todo mundo sabe, é público e notório. Agora, é bola para frente – observou.
Mais cedo, durante o painel, Zema foi questionado se não haveria contradição entre pregar que a direita deve se manter unida contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições, ao mesmo tempo em que ele tem feito críticas à relação de Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro.
– Não tem contradição nenhuma. Todos nós da direita estaremos juntos no primeiro turno contra a esquerda, isso é indiscutível. Nós vamos ter aqui uma eleição no Brasil semelhante à do Chile. Agora eu não posso concordar com algo do qual eu discordo totalmente, não ficar indignado, como eu já expressei. Então, uma coisa não impede a outra de forma alguma.
Questionado se aceitaria o apoio de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o PT, o pré-candidato pelo Novo voltou a defender a união da direita.
– Ninguém aqui da direita vai subir no palanque do PT. Se eu discordo dele Flávio, eu discordo muito mais do PT – concluiu.
*AE
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