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Rodrigo Maia: ‘Bolsa Família escraviza as pessoas’

Para o presidente da Câmara dos Deputados, programa social não tem uma porta de saída

Henrique Gimenes - 17/01/2018 18h02 | atualizado em 18/01/2018 14h53

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diz que Bolsa Família escraviza as pessoas Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou, nesta quarta-feira (17), que o programa Bolsa Família, umas das principais medidas dos governos do PT, “escraviza” as pessoas. A declaração foi dada durante uma palestra no Brazil Institute Wilson Center, em Washington, nos Estados Unidos.

Criado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Bolsa Família é um programa de transferência de renda. Para sua concepção, foram reunidas diversas outras medidas criadas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O programa estabelece uma série de condições para que as famílias possam receber os recursos.

Para Rodrigo Maia, o Bolsa Família escraviza as pessoas por torná-las dependentes do Estado sem que seja criada uma maneira de sair do programa.

– Criar um programa para escravizar as pessoas não é um bom programa social. O programa bom é onde você inclui a pessoa e dá condições para que ela volte à sociedade e possa, com suas próprias pernas, conseguir um emprego. A cidadania é um emprego, a cidadania não é depender do Estado brasileiro – destacou.

O presidente da Câmara também fez críticas ao governo do PT e apontou que, a cada ano, o número de pessoas que dependem do Bolsa Família só aumenta.

– Se você está apenas dando o Bolsa Família e não gerando obrigação verdadeira para essa pessoa, está transformando a pessoa em dependente. O ideal é que todos os programas sociais tenham as condições para que o programa esteja vinculado a políticas públicas, que deem condições para todos os cidadãos – ressaltou.

Maia ainda apontou outro programa importante nos governos anteriores, o Minha Casa, Minha Vida, que, em sua opinião, foi um programa social “malfeito”.

– Não adianta dar sem entender que aquela pessoa que não pagava luz, água, achar que da noite para o dia ela vai ter condições de fazê-lo. É uma transição. Então, não se fez nada. Se deu uma casa, boas festas, se deu uma casa própria, e hoje as pessoas vivem em muita dificuldade – afirmou.

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