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RJ: TJ esclarece que preso liberado tinha 14 anotações, não 86

Tribunal informou ainda que juiz do caso não é mais casado com a filósofa petista Marcia Tiburi

Paulo Moura - 14/08/2025 09h26 | atualizado em 26/08/2025 14h13

Marcia Tiburi e o ex-marido Rubens Casara Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) divulgou uma nota na qual chamou de “inverídicas” as informações de que Patrick Rocha Maciel, um réu liberado pelo juiz Rubens Casara, titular da 43ª Vara Criminal da capital fluminense e ex-marido da filósofa Marcia Tiburi, teria 86 anotações criminais. Segundo a Corte, as anotações de Patrick, na verdade, seriam 14, das quais três resultaram em condenações.

Ainda de acordo com o TJRJ, Patrick foi denunciado em 3 de julho deste ano e definitivamente julgado em 4 de agosto pelo caso em discussão. Além disso, as decisões tomadas no processo, de acordo com o Tribunal, não foram objeto de recurso.

– Destaque-se que todo o trâmite judicial atendeu ao devido processo legal e respeitou o princípio da legalidade, assim como todas as decisões da ação judicial encontram-se fundamentadas e em consonância com a jurisprudência dos tribunais superiores – declarou o Tribunal fluminense.

Por fim, a Corte declarou que o juiz Rubens Casara não está mais casado com a filósofa petista Marcia Tiburi há cerca de seis anos. Ela ficou conhecida por proferir a frase: “Sou a favor do assalto”, declaração que ela chama de “provocação filosófica”.

O posicionamento do TJRJ ocorreu em meio à divulgação de uma notícia sobre uma decisão de Casara que teria resultado na soltura de Patrick Rocha Maciel, que diversos veículos de imprensa informaram ostentar 86 anotações criminais.

Apesar de o Tribunal sustentar que o réu não teria um número tão alto de anotações, sites de grande circulação, como o portal G1, noticiaram no ano passado prisões de Patrick e ressaltavam nas manchetes: “Polícia prende suspeito de furto a clínica odontológica em Copacabana; homem tem 80 anotações criminais” e “Homem de 20 anos com 81 anotações criminais é preso por furto a supermercado em Copacabana”.

Título de uma das notícias do portal G1 sobre Patrick Foto: Reprodução/G1

Na consulta feita pelo Pleno.News aos registros criminais públicos presentes nos sistemas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra Patrick, constam ao menos 13 processos, entre ativos e arquivados, sendo um deles em Juizado Especial – que é utilizado para casos de crimes com menor potencial ofensivo.

Vale ressaltar, porém, que todos os processos encontrados são referentes a casos ocorridos após ele atingir a maioridade, ou seja, eventuais apreensões realizadas antes dos 18 anos não constam nos registros do TJRJ, o que pode ser a explicação para a disparidade entre o número de processos e a quantidade de anotações criminais.

Em uma das notícias do portal G1, por sinal, consta que Patrick teria sido apreendido pela primeira vez em 2013, quando tinha apenas 10 anos de idade, por conta de um furto praticado no Centro do Rio.

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