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Réu do 8/1 que ainda aguardava ser julgado morre após infarto

Ronaldo Édison Richard, de 63 anos, morreu em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul

Paulo Moura - 12/08/2026 10h05 | atualizado em 12/08/2026 12h48

Ronaldo Édison, réu do 8 de janeiro Foto: Reprodução/ASFAV

Ronaldo Édison Richard, de 63 anos, que respondia no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, morreu na última segunda-feira (10), em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. A causa da morte teria sido um infarto.

Ronaldo respondia ao processo em liberdade. No ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra ele por golpe de Estado, associação criminosa, dano e depredação do patrimônio público. A denúncia foi recebida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a denúncia, Ronaldo era acusado de ter participado do financiamento de uma caravana que saiu do Rio Grande do Sul com destino a Brasília. A PGR alega que ele pagou a viagem de um dos integrantes do grupo, que desembarcou na capital federal e posteriormente participou dos atos de 8 de janeiro.

A defesa, por sua vez, sempre negou essa versão. Em manifestação apresentada ao STF, os advogados afirmaram que Ronaldo não financiou a viagem e que apenas assinou uma autorização necessária para a saída de um ônibus da garagem. Os defensores também destacaram que ele era réu primário e tinha bons antecedentes.

ASSOCIAÇÃO LAMENTA MORTE
A Associação de Familiares e Vítimas do 8 de janeiro (ASFAV) confirmou o falecimento e afirmou que Ronaldo era mais uma pessoa ligada aos acontecimentos dos atos na Praça dos Três Poderes que morreu enquanto aguardava o desfecho de seu processo.

– Ronaldo é mais uma vítima do 8 de janeiro que parte enquanto aguardava que a Justiça fosse feita, sem que pudesse acompanhar o desfecho de um processo que marcou profundamente sua vida e a de sua família – afirmou a associação.

A ASFAV também prestou solidariedade aos familiares e amigos e disse manter o compromisso com a memória e a dignidade das pessoas envolvidas nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro. A entidade também deixou uma mensagem de conforto aos familiares de Ronaldo.

– Que Deus conforte seus familiares e amigos e conceda a todos força para atravessar este momento de profunda tristeza – completou.

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