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Renúncia em massa força saída de Nienov da liderança do PTB

Presidente do partido é acusada de trair Roberto Jefferson

Pierre Borges - 03/02/2022 16h19 | atualizado em 03/02/2022 16h56

Graciela Nienov
Graciela Nienov assumiu direção nacional do partido durante prisão de Roberto Jefferson Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A presidente do PTB, Graciela Nienov, foi destituída do cargo após aproximadamente 74% dos dirigentes da sigla anunciarem uma renúncia coletiva em protesto à sucessora de Roberto Jefferson. Nienov é acusada de trair o ex-líder do partido, e a crise que ela gerou na sigla aumentou após o vazamento de áudios que revelariam um suposto acordo entre ela e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Desde que assumiu a presidência do PTB, após Roberto Jefferson ter sido preso por ordem de Alexandre de Moraes, Graciela Nienov foi alvo de diversas polêmicas, gerando um racha entre ela e os aliados de Jefferson. Um dos desafetos de Nienov é a própria filha do líder, Cristiane Brasil, que pediu a desfiliação da sigla em dezembro.

Na ocasião, a ex-deputada escreveu no Twitter: “Não serei liderada por uma panfleteira semianalfabeta que quer enterrar meu pai vivo, junto com o dirigente-advogado de ‘defesa’ de seus interesses partidários (porque do meu pai é que não é), Luiz Gustavo”. Ao deixar o partido, Cristiane ainda provocou dizendo: “O último que sair apaga a luz. Fui”.

Foi justamente a filha de Jefferson quem divulgou os áudios que culminaram na saída de Nienov do cargo. Cristiane divulgou no Twitter mensagens de um grupo secreto de WhatsApp em que Nienov dizia que um deputado estaria mediando a relação entre ela e Moraes. Por meio de áudio, ela diz que terá que “almoçar com Alexandre”.

Em seguida, há um áudio, atribuído à presidente do PTB Mulher do Rio Grande do Sul, Paula Vaz, em que diz: “A única coisa que eu quero é o STF de costas pra nós, fingindo que a gente não existe, e nós ‘tudo’ solto, leve do faceiro, porque não tem condições. Não dá pra brincar quando o cara tem a caneta para te botar dentro de uma cela. Nem pensar!”

Nienov, então, responde: “Vai ficar, Paula. Eles prometeram”.

Após o vazamento, no último sábado (29), Nienov entregou no mesmo dia um pedido de desligamento do partido, que chegou a ser comentado por Jefferson. O ex-presidente da sigla disse que aceitaria a demissão, mas não chegou a formalizar a decisão. Ela deixa, agora, o cargo junto com toda a executiva partidária, segundo prevê o regimento interno do PTB.

De acordo com as normas internas do partido, quando mais de 50% dos dirigentes renunciam, toda a executiva partidária perde o poder, e um novo comando é eleito por meio de uma assembleia extraordinária, que, neste caso, será realizada no próximo dia 11 de fevereiro. Até o momento, pelo menos 42 dos 57 integrantes do diretório nacional do PTB haviam aderido à renúncia.

Além de Nienov, os aliados de Jefferson reivindicam também o afastamento imediato de todos os nomes envolvidos em áudios vazados.

Confira os áudios:

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