Renan quer acabar com Justiça do Trabalho, critica CLT e fim da 6×1
Para candidato a presidente, legislação trabalhista no Brasil é "inadequada"
Pleno.News - 18/08/2026 14h57 | atualizado em 18/08/2026 16h24

O candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou que defende o fim da Justiça do Trabalho no Brasil e disse que as questões podem ser resolvidas no âmbito da Justiça Cível. As declarações ocorreram nesta terça-feira (18) durante o evento Encontro com Presidenciáveis – Diálogo pelo Futuro do Brasil, promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília.
Na ocasião, Santos defendeu uma “reforma trabalhista decente”, disse que há uma legislação trabalhista “inadequada” no Brasil e uma lógica “perversa” da Justiça do Trabalho, com “proteções desnecessárias” e geração de “tensão” entre patrões e empregados.
– Nós temos que falar de maneira aberta. A CLT já deu, já era. Acabar com a Justiça do Trabalho, porque as relações entre civis têm que ser tratadas na Justiça Cível – disse.
Em seguida, Santos criticou o fim da escala 6×1.
– Eu fui o único candidato que discursou contra essa maluquice – assinalou.
À imprensa, após a sua participação no evento, Santos voltou a falar sobre o fim da Justiça do Trabalho.
– Relações entre privados se resolvem na Justiça Cível. Se você tem um problema de um salário não pago, se resolve na Justiça Cível.
O candidato criticou ainda os gastos com a Justiça do Trabalho.
– Nós criamos uma Justiça que custa mais caro que os próprios resultados dela – disse ainda.
Questionado sobre dar fim à CLT, Santos afirmou que vai “discutir se vai ter a CLT, somada com outros modelos”, e mencionou a criação de uma alternativa que aumente a base de pessoas formalizadas, como os microempreendedores individuais (MEIs).
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