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Renan critica Pacheco por tentar paralisar trabalhos da CPI

Presidente do Senado pretende fazer um recesso parlamentar a partir de 16 de julho

Pleno.News - 30/06/2021 10h36 | atualizado em 30/06/2021 11h29

Renan Calheiros atua como relator da CPI da Covid Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), criticou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-AM), por querer paralisar os trabalhos do grupo devido a um recesso parlamentar que deve começar a partir do dia 16 de julho. Para Calheiros, existe “um esforço muito grande” para paralisar os trabalhos da CPI.

– O presidente do Senado, isso é lamentável porque nós temos uma boa relação pessoal e política com ele, ele está querendo paralisar os trabalhos, a preceito de fazer um recesso que não é recesso. Não é razoável você paralisar nenhuma investigação – declarou Calheiros em entrevista à rádio CBN.

Além da possível paralisação dos trabalhos devido ao recesso, o comando do colegiado também requer uma prorrogação do funcionamento da CPI por mais 90 dias. O grupo já reuniu as assinaturas necessárias para estender os trabalhos; no entanto, a decisão ainda depende do aval do presidente do Senado.

Pacheco resiste à pressão para prorrogar a CPI. O parlamentar quer esperar e avalia consultar os líderes partidários da Casa para decidir sobre o adiamento. Para Calheiros, existe “um esforço muito grande” para paralisar os trabalhos do grupo.

A ideia de prorrogar a CPI ganhou força na última semana. O colegiado quer investigar a ligação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), com a compra de outras vacinas pelo Ministério da Saúde, além da Covaxin.

Nestes casos, o quadro é parecido: vacinas mais caras, compradas de laboratórios internacionais por meio de intermediários no Brasil próximos do líder do governo. Além da Covaxin, as outras duas negociações envolvem a russa Sputnik V e a chinesa Convidecia. As suspeitas podem reforçar um pedido de convocação do deputado. Barros nega irregularidades.

Pouco antes das 10h desta quarta-feira (30), a CPI da Covid iniciou sessão para votar requerimentos e ouvir o empresário Carlos Wizard.

*AE

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