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Relator pede quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha

Requerimento deve ser votado na sessão da comissão desta quinta-feira

Leonan Nicolas - 03/02/2026 11h17 | atualizado em 03/02/2026 13h26

Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha Foto: Juca Varella/Estadão

Nesta segunda-feira (2), o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS), apresentou um requerimento solicitando a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da quebra de sigilo, há solicitação de convocação para Lulinha.

Alfredo Gaspar destaca a necessidade da quebra de sigilo para a apuração e rastreio dos recursos desviados do INSS e possível envolvimento de patrimônios de terceiros. O período de apuração das contas bancárias e declarações fiscais de Lulinha no requerimento solicitado tem início no dia 1º de janeiro de 2022 e vai até o dia 31 de janeiro de 2026. Entre os dados inclusos destacam-se movimentações financeiras, declarações de imposto de renda, registros de operações imobiliárias, cartões de crédito, parcelamentos fiscais e eventuais processos administrativos. (Confira aqui a íntegra do requerimento).

De acordo com o texto, Roberta Luchsinger figura como peça central do grupo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. A PF identificou repasses de R$ 1,5 milhão à empresa de Roberta, a RL Consultoria, vindo da Brasília Consultoria, descrita no requerimento como empresa de fachada, onde foram realizadas transferências sobre serviços que não condizem com a atividade declarada pela contratante.

– A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de “o filho do rapaz” – diz o relator.

Ele completa:

– A Polícia Federal aponta que essa é uma referência direta a Lulinha, sugerindo que Roberta atuaria como intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas. O grau de interferência e a tentativa de obstrução de justiça tornam-se nítidos.

Ainda no documento, Alfredo Gaspar evidencia indícios de tentativa de obstrução investigativa, identificando mensagens onde Roberta solicita o descarte de telefones após fases da operação policial, além de expressar preocupação com a apreensão de um envelope contendo o nome do “nosso amigo”.

Para o relator, a quebra de sigilo é um grande passo na apuração dos fatos, onde Lulinha surge como um “sócio oculto” em empreendimentos vinculados a produção de cannabis medicinal, que surgem como possíveis destinatários de recursos desviados do INSS, enfatizando que o estudo completo das informações vinculadas ao Lulinha, permitirá o esclarecimento das movimentações financeiras e vínculos entre os personagens envolvidos no esquema.

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