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Ratinho Jr. diz que PSD não fará prévias para escolher candidato

Governador do Paraná afirmou que escolha será por nome que tiver maior capacidade de liderar o processo

Pleno.News - 28/01/2026 12h25 | atualizado em 28/01/2026 14h05

Governador do Paraná, Ratinho Junior Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), afirmou, nesta quarta-feira (28), que seu partido não deve realizar prévias para a escolha do candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. A declaração ocorre um dia após o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciar sua filiação à sigla, após deixar o União Brasil, ampliando para três o número de nomes do Partido Social Democrático (PSD) colocados no tabuleiro presidencial, ao lado do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do próprio Ratinho Junior.

– Acho que vai ser muito simples, bem fácil, porque todos aqueles que podem vir a ser candidatos estão desarmados. Porque a gente quer ajudar o Brasil. Aquele que tiver maior capacidade de poder liderar esse processo, de aglutinar bons quadros, bons nomes, eu acho que vai ser tranquilamente aprovado e apoiado por todos os demais – disse Ratinho Jr. em entrevista ao podcast Warren Política.

Segundo o paranaense, apesar da preferência do presidente da sigla, Gilberto Kassab, por apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o chefe do Executivo paulista tende a concorrer à reeleição no estado. Na avaliação de Ratinho, Tarcísio seria o nome da direita “mais viável de todos”, mas ainda uma liderança jovem, alavancada politicamente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

– Ele tem uma trajetória política que é jovem, e que foi muito alavancada pelo nome do presidente Bolsonaro. E ele é grato a isso. Apesar de eu entender que ele seria uma pessoa que poderia liderar esse processo, seria um candidato talvez o mais viável de todos que estão colocados, ele tem também a responsabilidade de ser governador de São Paulo e poder ir à reeleição – afirmou.

Ratinho também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o PT “já deu o que tinha que dar”. Ele avaliou que, ao longo dos últimos 20 e poucos anos, Lula teve amplo respaldo popular, mas não entregou o que prometeu. Segundo ele, desde o discurso de posse do primeiro mandato, quando o petista afirmou que “garantiria três refeições diárias” à população, os compromissos não foram cumpridos.

Nesse sentido, o governador defendeu uma multiplicidade de candidaturas de direita para se debater o país. Ao ser questionado sobre o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para presidente, Ratinho argumentou que a população brasileira não pode ter apenas duas opções de voto.

– É extremamente natural o PL ter candidato, o PSD ter candidato, o MDB daqui a pouco ter candidato. Eu acho que é natural, é do jogo político – completou.

*AE

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