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Randolfe diz que decidirá entre CPI do MEC e campanha de Lula

Senador afirmou que é incompatível se manter nas duas funções

Henrique Gimenes - 23/06/2022 17h16 | atualizado em 23/06/2022 18h01

Senador Randolfe Rodrigues Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Responsável pelo requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) d0 Ministério da Educação (MEC), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que terá que fazer uma escolha, atuar na comissão ou na futura campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência.

A declaração foi dada a jornalistas após anunciar que havia conseguido as 27 assinaturas para a criação da CPI. Para Randolfe, é incompatível se manter nas duas funções.

– Os que forem designados como membros dessa CPI têm que ter a consciência para secundarizar outras atribuições que eventualmente tenham neste ano. Eu incluso… Será incompatível às duas funções: estar atuando em uma campanha eleitoral e ao mesmo tempo ser membro da CPI. Então é uma escolha que terei que fazer, sobre um ou outro – destacou.

O movimento para ressuscitar a CPI teve início nesta quarta-feira (22), após a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro. A medida foi resultado de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça no âmbito da operação Acesso Pago. A operação investiga uma prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

Ao falar sobre o caso, Randolfe falou em envolvimento dos “altos escalões da Presidência da República”.

– Desde o primeiro momento desse escândalo, ele alcança altos escalões da Presidência da República. Altos escalões do governo federal. É de conhecimento de todos vocês que os citados, que foram objetos das buscas e apreensões e das prisões ocorridas ontem, frequentavam o palácio presidencial, frequentavam o gabinete do presidente da República.

Assinaram a lista:

1 – Randolfe Rodrigues (Rede-AP);
2 – Paulo Paim (PT-RS);
3 – Humberto Costa (PT-PE);
4 – Fabiano Contarato (PT-ES);
5 – Jorge Kajuru (Podemos-GO);
6 – Zenaide Maia (PROS-RN);
7 – Paulo Rocha (PT-PA);
8 – Omar Aziz (PSD-AM);
9 – Rogério Carvalho (PT-SE);
10 – Reguffe (União-DF);
11 – Leila Barros (PDT-DF);
12 – Jean Paul Prates (PT-RN);
13 – Jaques Wagner (PT-BA);
14 – Eliziane Gama (Cidadania-MA);
15 – Mara Gabrilli (PSDB-SP);
16 – Nilda Gondim (MDB-PB);
17 – Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
18 – José Serra (PSDB-SP);
19 – Eduardo Braga (MDB-AM);
20 – Tasso Jereissati (PSDB-CE);
21 – Cid Gomes (PDT-CE);
22 – Alessandro Vieira (PSDB-SE);
23 – Dario Berger (PSB-SC);
24 – Simone Tebet (MDB-MS);
25 – Soraya Thronicke (União-MS);
26 – Rafael Tenório (MDB-AL);
27 – Giordano (MDB-SP).

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