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Randolfe aciona o TSE para PL não auditar as urnas eletrônicas

Senador enviou ofício ao ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal

Monique Mello - 10/05/2022 18h14 | atualizado em 10/05/2022 18h23

Randolfe Rodrigues Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) se manifestou por meio de um ofício enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a contratação de uma auditoria privada pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, para fiscalizar as eleições deste ano.

Em sua live da semana passada, Bolsonaro afirmou que o PL irá contratar uma empresa para fazer auditoria das urnas eletrônicas. O acerto teria sido feito com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

Em documento direcionado ao ministro Edson Fachin, presidente do TSE, Randolfe questiona a iniciativa. As informações foram divulgadas pela coluna de Mônica Bergamo, nesta terça-feira (10).

– Não se trata exatamente da figura mais republicana para a condução de uma pretensa auditoria nos sistemas do TSE – afirma o parlamentar, referindo-se a Valdemar Costa Neto.

Randolfe alega que a contratação seria encabeçada por Valdemar Costa Neto, enquanto presidente da legenda. No entanto, o ex-parlamentar renunciou ao seu mandato de deputado federal em 2013 após ser condenado por corrupção. Para Randolfe, isso é um agravante.

– À luz dos princípios gerais de auditoria, sobretudo o da integridade, é legítimo que um agente condenado por corrupção – qual seja o presidente do PL – lidere esse processo? – questiona.

Outro questionamento do senador é em relação aos custos da auditoria. Ele pergunta se a mesma pode ser “financiada com os fundos públicos de campanha e partidário, uma vez que sua intenção é deslegitimar as eleições”.

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