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Questionado, Bolsonaro afirma que joias não foram surrupiadas

Bolsonaro fez questão de tornar indiscutível a origem dos presentes

Priscilla Brito - 30/03/2023 12h12 | atualizado em 31/03/2023 06h39

“Não foi surrupiado”, diz Bolsonaro sobre joias sauditas
Jair Bolsonaro em entrevista Foto: Reprodução do Youtube CNN

Nesta quarta-feira (29), antes de retornar ao Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que as joias recebidas da Arábia Saudita não foram “surrupiadas” e nada foi escondido. A declaração foi em resposta ao questionamento do jornalista da CNN, ainda no Aeroporto Internacional de Orlando, nos Estados Unidos.

Durante a entrevista, Bolsonaro fez questão de tornar indiscutível a origem dos presentes ganhos e relembrou que uma das peças seria para ele, e as outras para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. De acordo com o ex-presidente, o casal só tomou conhecimento da notícia de que os objetos de valor haviam chegado, pela imprensa.

Bolsonaro contou ainda que o material “foi buscado, documentalmente, com ofícios”. O ex-chefe do Executivo disse que sua equipe procurou recuperar esse material para o acervo e por ofício.

De acordo com Bolsonaro, “ninguém quis buscar na mão grande”. O ex-presidente ainda ressaltou que “não teve avião da força aérea especificamente pra tentar buscar esse material em São Paulo”.

– Está à disposição, não está escondido, não foi surrupiado de lá. Mais da metade, em volume, nós já doamos. Doamos para o órgão certo, Acervo Nacional e Biblioteca Nacional – afirmou.

Sobre o local onde as joias estão, Bolsonaro respondeu:

– Estão no meu acervo [as joias], agora perguntar onde é eu não posso divulgar (…) por questões de segurança.

Na ocasião, Bolsonaro relembrou dos seus direitos.

– A lei diz que eu posso ficar com o material e posso usá-lo, não posso vendê-lo. O TCU [ Tribunal de Contas da União] entendeu que esse material nem podia ser usado. Sem problema nenhum. Quem vai usar um relógio, por exemplo, de 200, 300 mil reais? Eu jamais usaria – completou.

A DECISÃO DO TCU
Em 15 de março, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que Bolsonaro devolvesse à Presidência os presentes recebidos por ele da Arábia e dos Emirados Árabes.

Em 24 de março, o advogado do ex-presidente, Paulo Amador da Cunha Bueno, entregou, o conjunto de joias da Arábia Saudita que foi recebido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O estojo é composto por relógio com pulseira em couro, par de abotoaduras, caneta rosa gold, anel e um masbaha (uma espécie de rosário islâmico) rose gold, todos da marca suíça Chopard.

Seguindo a orientação do TCU, o conjunto foi entregue em uma agência da Caixa localizada na Asa Sul, região central de Brasília. Além do estojo, foram entregues as armas que foram presenteadas ao ex-presidente pelos Emirados Árabes Unidos, na sede da Polícia Federal (PF), também em Brasília.

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