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Quem é Marcola, ex-assessor de Lula e alvo de investigação da PF

Homem de confiança de Lula deixou o cargo e campanha eleitoral após denúncia

Kleber Pizão - 05/08/2026 18h24 | atualizado em 06/08/2026 12h13

Marco Aurélio Santana Ribeiro; o Marcola Foto: Ricardo Stuckert/PR

A saída de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, da chefia de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 21 de julho ocorreu em meio à descoberta de repasses financeiros feitos por Roberta Luchsinger, empresária ligada a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

Oficialmente, a demissão de Marcola foi justificada como uma transição para atuar na campanha de reeleição presidencial. No entanto, em nota divulgada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o ex-assessor confirmou o recebimento dos valores, mas afirmou tratar-se apenas de um empréstimo pessoal já quitado.

Como mostrou o Pleno.News, nesta quarta-feira (5), Marcola decidiu deixar a equipe de campanha à reeleição do petista. A medida tem como objetivo evitar desgastes diante das suspeitas que envolvem o ex-assessor. Não há, no entanto, garantias de que Marco Aurélio, de fato, tenha deixado os trabalhos.

Marco Aurélio se filiou ao PT em 2009 e acabou se aproximando de Lula seis anos depois, em 2015. Durante a prisão do petista na Operação Lava Jato, em 2018, Marcola foi responsável por organizar o acampamento de apoiadores em frente ao prédio da Polícia Federal.

Neste período, o ex-assessor também era encarregado de levar até Lula informações sobre o cenário político nacional, enquanto o então ex-presidente cumpria pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso conhecido como o tríplex do Guarujá.

Marcola assessorava Lula desde antes do atual mandato e coordenou caravanas petistas em 2017 e 2018. No cargo recente, ele era responsável pela agenda do presidente e por oferecer assistência direta ao chefe do Executivo nas rotinas diárias do Planalto.

O caso está inserido em uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto tráfico de influência. A corporação apura se Lulinha, Roberta Luchsinger, um lobista e um empresário do setor de tecnologia tentaram firmar contratos irregulares com o Governo Federal via Dataprev.

Diante dos indícios levantados ao longo das apurações iniciais, a Polícia Federal solicitou a abertura formal de um inquérito contra Lulinha. O objetivo das autoridades é esclarecer se houve, de fato, favorecimento a empresas parceiras dele dentro da atual gestão federal.

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