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Quem é Adilson Barroso, que deve substituir Zambelli na Câmara

Moraes determinou prazo de 48 horas para que o parlamentar seja empossado

Pleno.News - 12/12/2025 12h33 | atualizado em 12/12/2025 15h37

Deputado federal Adilson Barroso Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O deputado federal Adilson Barroso (PL-SP) deverá substituir a deputada Carla Zambelli (PL-SP), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar, nesta quinta-feira (11), a cassação do mandato da parlamentar.

Barroso é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e migrou para o Partido Liberal nas eleições de 2022. Nas redes, ele se define como “bolsonarista de direita, conservador, patriota, amigo de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro (PL) e Nikolas Ferreira (PL-MG)”.

Antes disso, o deputado foi presidente do Patriota e trabalhou, em 2018 e 2021, para trazer Bolsonaro para o partido. A articulação, porém, fracassou após Adilson ser expulso da presidência da legenda. Ovasco Resende, que era contrário, assumiu a função e minou os planos.

Barroso já ocupava o cargo na Câmara em razão de ser o primeiro suplente do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), licenciado para exercer o comando da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Em 2022, Derrite disputou a eleição como candidato do PL.

Antes de 2022, a sua atuação política ficou dentro do estado de São Paulo. Ele foi vereador de Barrinha (SP) por dois mandatos, vice-prefeito do município entre 1997 e 2002. Depois, foi eleito deputado estadual de São Paulo entre 2003 e 2007. Foi fundador do Partido Ecológico Nacional, em 2012, que acabou virando o Patriota.

Adilson disse à reportagem que deve ser comunicado oficialmente ainda nesta tarde sobre a posse. Segundo ele, o prazo formal se encerra na próxima segunda-feira (15).

– O prazo vence na segunda-feira. A decisão já foi dada, e decisão tem que ser cumprida. Então, semana que vem a gente está lá para trabalhar – afirmou.

O parlamentar declarou ainda que já esperava que a cassação de Carla Zambelli ocorresse em algum momento, diante do contexto das condenações que envolvem a parlamentar, mas ressaltou que discorda dos processos que levaram à perda do mandato.

– Não concordo com o processo ligado ao hacker, com gente ligada à esquerda, daquele período da prisão do Lula. Não dá para confiar num processo conduzido dessa forma. Também no caso da arma: se fosse, por exemplo, o [André] Janones (Avante-MG), ele teria feito um acordo, como fez em outro episódio, e estaria livre. Quando é alguém da direita, acaba sendo condenado e cassado – disse.

Apesar das críticas, Barroso afirmou que decisões judiciais devem ser respeitadas.

– Eu não concordo com nenhum desses processos, nem com as condenações. Mas decisão judicial se cumpre, se aceita – concluiu.

*AE

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