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Queiroga defende a consulta pública sobre vacinar crianças

À imprensa, o ministro da Saúde afirmou que o 'nível de mortes de crianças não pede decisões emergenciais'

Henrique Gimenes - 23/12/2021 16h54 | atualizado em 23/12/2021 17h27

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Foto: MS/Walterson Rosa

Nesta quinta-feira (23), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, falou sobre a imunização de crianças contra a Covid-19 no Brasil e afirmou que não é preciso ter pressa. De acordo com ele, como o número de mortes nessa faixa etária é baixo, não é preciso tomar “decisões emergenciais”.

A declaração ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar a imunização contra a Covid-19 de crianças entre 5 e 11 anos de idade. As doses da vacina, no entanto, serão diferentes das aplicadas em adultos.

Ao falar sobre a situação, Queiroga disse que o Ministério vai tomar uma “decisão baseada na evidência científica de qualidade”.

– Os óbitos de crianças estão absolutamente dentro de um patamar que não implica decisões emergenciais. Ou seja, isso favorece que o Ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia e da efetividade – apontou.

O ministro da Saúde também falou que a decisão final sobre a imunização será da Pasta.

– O lugar de se debater isso aqui com especialistas é em uma audiência pública no Ministério da Saúde, até porque todos que sentam na cadeira têm que declinar os seus conflitos de interesse, porque há conflitos de interesse, e ninguém há de desconhecer esses fatos – destacou.

Ele ainda falou sobre a consulta pública para vacinação de crianças.

– Isso vai ser tratado no âmbito técnico do Ministério da Saúde. Isso não é eleição. Isso é uma consulta pública. Não há nada de novo nisso. E foi validado pelo STF. Não podemos querer usar as decisões do STF de maneira self-service. Então, a decisão do ministro Lewandowski é uma decisão própria e o que o Ministério da Saúde cumprirá – ressaltou.

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