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PT celebra vitória de Daniel Ortega, ditador da Nicarágua

Para legenda, pleito foi "uma grande manifestação popular e democrática"

Thamirys Andrade - 10/11/2021 12h51 | atualizado em 10/11/2021 13h10

Daniel Ortega está no poder desde 2007 Foto: EFE/Jorge Torres

Em nota pública, o Partido dos Trabalhadores (PT) comemorou a “reeleição” de Daniel Ortega para o seu quarto mandato consecutivo na Nicarágua e classificou o pleito – questionado pelas principais democracias ocidentais – como uma “grande manifestação popular e democrática”.

Marcadas por denúncias de fraude, as eleições no país foram realizadas em meio a uma série de prisões de opositores e teve abstenção de 80%.

Na visão do PT, porém, os resultados “confirmam o apoio da população a um projeto político que tem como principal objetivo a construção de um país socialmente justo e igualitário”.

– Esta vitória será conquistada apesar das diversas tentativas de desestabilização do governo e do bloqueio internacional contra a Nicarágua e seu atual governo, uma situação que penaliza principalmente os mais pobres e necessitados – diz a nota assinada por Romenio Pereira, secretário de Relações Internacionais do partido.

Na América Latina, mesmo países com governos de esquerda, como o Peru, rejeitaram o resultado, considerando que o pleito “não atende aos critérios mínimos de eleições livres, justas e transparentes estabelecidos pela Carta Democrática Interamericana”.

Por outro lado, Cuba, Venezuela e Bolívia celebraram a eleição, considerando-a “legítima”.

– A vontade política e soberana do povo nicaraguense, que saiu em massa para votar, deve ser respeitada – declarou Nicolás Maduro, líder da Venezuela.

Com 75% dos votos, Ortega não teve adversários nas urnas, pois mandou prendê-los. Sete candidatos concorrentes e, ao menos, 130 de seus simpatizantes foram detidos. O líder da Nicarágua concorreu com seus aliados.

Diante de críticas dos Estados Unidos, da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA), Ortega reagiu classificando os EUA como “imperialistas” e “fascistas”. Ele também chamou os prisioneiros políticos de seu regime de “filhos da p*** dos imperialistas ianques”. As declarações ocorreram em discurso na Praça da Revolução, na capital, Manágua.

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