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Projeto de Carlos obriga atletas a competir segundo sexo biológico

Se aprovado, atletas trans não poderão inscrever-se em categorias diferentes do seu sexo de origem

Pierre Borges - 17/09/2021 13h52 | atualizado em 17/09/2021 13h59

Carlos Bolsonaro e Tifanny Abreu
Carlos Bolsonaro citou Tifanny Abreu para justificar proposta Foto: Câmara Municipal do Rio de Janeiro/Renan Olaz e Vôlei Bauru/Neide Carlos

O vereador Carlos Bolsonaro apresentou um projeto na Câmara do Rio para proibir atletas trans de disputarem competições esportivas na capital em categoria diferente de seu sexo de nascimento.

O documento determina que, ao pedir autorização para a realização do evento, os organizadores teriam que preencher um termo declarando que não há pessoas trans em provas que não sejam referentes ao sexo biológico delas. Desta forma, quem nasceu homem e atualmente se identifica como do gênero feminino só poderia competir na categoria masculina. Em caso de descumprimento da medida, a licença do evento seria revogada e uma multa de R$ 10 mil seria aplicada aos organizadores.

O texto também prevê que a prefeitura só poderia oferecer bolsas para atletas trans, caso eles atuem na categoria referente ao sexo biológico em todos os eventos esportivos que a prefeitura participar de forma direta ou indireta. Além disso, instituições que recebam qualquer subvenção do município ficariam proibidas de inscrever atletas transgêneros em categoria diferente de seu sexo de origem.

O vereador argumenta que a ideologia de gênero é criticada até mesmo por feministas radicais, “já que a consequência prática dessa corrente de pensamento é o surgimento de homens tomando o espaço das mulheres nos esportes”.

Citando exemplos reais, Carlos afirma que “homens esportistas de pouca expressão nos rankings do esporte masculino viraram campeões absolutos e até recordistas quando passaram a usar outra identidade social e a competir com mulheres, como foi o caso de Craig Telfer”.

Ele diz que “esta realidade, da invasão de atletas transexuais sobre os esportes femininos, já se impõe sobre o Brasil” e menciona Tifanny Abreu, atleta transexual da seleção brasileira feminina de Vôlei.

O vereador justifica que o projeto “não é uma problematização, uma questão inexistente; ao contrário, se nada for feito, veremos o surgimento de um contingente de meninas e mulheres francamente frustradas e ejetadas de um dos campos mais significativos da cultura, o esportivo”.

Tifanny representa o primeiro caso de atleta trans a competir na Liga Nacional de Vôlei.

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