Professor da UFF revolta ao pedir a morte dos evangélicos

Peril do docente foi excluído do Twitter

Rafael Ramos - 12/11/2019 17h33

Declaração de professor universitário revoltou internautas Foto: Reprodução

Um professor universitário da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro, gerou perturbação nas redes sociais ao pedir a morte dos evangélicos. Em uma publicação feita no Twitter, por volta das 23h35 deste domingo (10), o docente, identificado como Pedro Aguiar, leciona no curso de Comunicação Social. De acordo com o Portal da Transparência, ele ganha uma remuneração bruta de mais de R$ 9 mil.

Pedro comentava a situação da Bolívia, quando fez a declaração polêmica. A sua conta no Twitter foi suspensa por violar as regras de conduta da rede social.

– Claro que prefiro a paz, mas, neste contexto concreto na Bolívia, torço ferrenhamente para que forças da resistência peguem em armas e matem a tiros os fascistas e evangélicos que tentam destruir o país. Fascistas não têm direito à vida.

A postagem em questão fazia referência ao presidente do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, que foi nomeado pela imprensa internacional como “Bolsonaro boliviano”. Líder da oposição a Evo Morales, Camacho entrou no antigo Palácio do Governo, em La Paz, e depositou uma Bíblia em cima da bandeira boliviana. Em seus discursos, ele dizia que a Bíblia iria voltar ao palácio do Governo da Bolívia.

O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ) e colunista do Pleno.News, classificou a declaração do professor como “um atentado contra o estado democrático de direito” e “uma fala absolutamente incoerente”. Vargens disse que ninguém tem o direito de determinar quem morre ou quem vive e sinalizou um caso de intolerância religiosa para com os evangélicos.

– Como professor, ele instrui a formação de jornalistas e demonstra um ódio exacerbado contra uma classe de pessoas ou um grupo específico. Interessante que aqueles que defendem a tolerância são intolerantes. Eles exigem tolerância dos que pensam diferente deles e, quando alguém age fora da cartilha, há uma enxurrada por parte da esquerda de críticas e agressões nas mensagens, mas, no contrário, há o silêncio – criticou.

Defensor da participação da igreja em políticas públicas, Vargens acredita que os cristãos devem discutir e se envolver acerca dos rumos do país. Entretanto, ele é contrário ao “vestir a camisa do partido e comprar algumas perspectivas ideológicas.

– O primeiro-ministro holandês Abraham Kaiper dizia “A igreja deve ser a voz da consciência da sociedade”. A igreja tem que estar acima dos partidos e ter voz para criticar, independente da linha ou do partido que siga.

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